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Depois do motim, império de media de Prigozhin fecha portas

Site RIA FAN e o jornal Nevskiye novosti suspenderam edições.

Radio Free Europe/Radio Liberty

Por Radio Free Europe/Radio Liberty

FOTO: Governo da Federação Russa/Wikimedia Commons [CC BY 3.0]

Este artigo é uma tradução para português de Portugal dum artigo em inglês da Radio Free Europe/Radio Liberty (RFE/RL).


O grupo de media controlado por Yevgeny Prigozhin foi encerrado naquilo que parece ser mais uma ação de represália contra o magnata, na sequência dum breve motim organizado em 24 de junho por aquele e pelo seu grupo de mercenários Wagner.

Yevgeny Zubarev, diretor do site de notícias RIA FAN, propriedade de Prigozhin, anunciou no final do dia 1 de julho que a empresa estava a fechar, sem dar uma razão para a decisão.

O RIA FAN é o meio de comunicação mais importante do grupo Patriot Media, detido por Prigozhin, que geralmente segue uma linha editorial fortemente patriótica e pró-Kremlin, ao mesmo tempo que faz uma cobertura positiva das atividades do magnata e ataca rivais como o governador de São Petersburgo Aleksandr Beglov.

O jornal Nevskiye novosti, de São Petersburgo, também controlado por Prigozhin, também anunciou o fim da sua publicação.

O jornal Kommersant avançou, a 30 de junho, que o organismo estatal russo de regulação dos meios de comunicação social, o Roskomnadzor, tinha bloqueado os sites dos media de Prigozhin sem dar uma razão para estes atos.

"Como não podemos continuar a trabalhar na Internet russa nem cumprir as nossas obrigações para com os nossos parceiros e anunciantes, tomei a decisão, em conjunto com a direção do grupo Patriot, de suspender a publicação a partir de 30 de junho", disse à RFE/RL o chefe de redação do Nevskiye novosti Andrei Krasnobayev.

Prigozhin e centenas dos seus combatentes armados do grupo Wagner lideraram uma breve revolta a 24 de junho, tendo tomado a cidade de Rostov-on-Don, no sul da Rússia, e ameaçado levar a cabo uma marcha sobre Moscovo. A crise foi resolvida depois de Prigozhin ter aceitado um acordo que lhe permitia exilar-se na Bielorrússia e dar aos seus homens a opção de se juntarem a ele ou de se integrarem nas forças armadas russas.

Prigozhin ainda não apareceu publicamente desde que a insurreição foi reprimida, mas o líder bielorrusso Aleksandr Lukashenko afirmou que ele está na Bielorrússia.

O canal na rede social Telegram Ostorozhno, Novosti avançou a 1 de julho que o Ministério da Defesa russo tinha rescindido um importante contrato com a empresa de catering Concord, de Prigozhin, que, por sua vez, estava a despedir centenas de trabalhadores. Sob o contrato, a Concord tinha fornecido alimentos às tropas russas que lutavam na Ucrânia, bem como a hospitais e organizações públicas nas regiões da Ucrânia sob ocupação russa.

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