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23.11.21

Vila Real Move Montanhas para ser Capital Europeia da Cultura 2027

A candidatura foi submetida hoje. Na corrida estão mais 12 cidades portuguesas.


por helena margarida

Município de Vila Real_Facebook.jpg

“Movemos Montanhas” é o mote da candidatura de Vila Real a Capital Europeia da Cultura 2027 para mostrar “a resiliência das gentes locais e unir todo o território do Douro”, anunciou hoje o município, dia em que submeteu o dossier.

"É mesmo isso, somos pessoas de raízes fortes, da urze, e nós pegamos naquilo que Vila Real tem de melhor e quisemos mostrar isso à Europa. 'Movemos Montanhas' mostra a nossa força, a nossa resiliência, mostra a nossa vontade de ousar. Ao fazermos esta candidatura é uma forma de demonstrarmos que ousamos fazer algo diferente, algo diferenciador", salientou à Lusa a vereadora da cultura, Mara Minhava.

A expressão retirada do hino de Vila Real “Real ‘aspecto e de graça” começou por ser o slogan da candidatura e está espalhada em mopis por toda a cidade mas agora, no logótipo desenhado especificamente para este efeito assume também o mote “Movemos Montanhas”.

Mara Minhava referiu ainda que esta é uma candidatura “de união” de todo o território onde existem três patrimónios mundiais da UNESCO - o Douro, o Côa e o processo de fabrico do Barro Megro de Bisalhães - e que conta com o “apoio incondicional” da Comunidade Intermunicipal do Douro, que agrega 19 municípios.

É também um projeto que envolve Vila Real e todos os concelhos da região, bem como “a sua arquitetura, o seu património e gastronomia e a sua natureza”, acrescentou.

Na corrida a Capital Europeia da Cultura 2027 estão 12 cidades portuguesas. E, se a cidade transmontana não sair vencedora neste processo, ficará com um “plano estratégico para a cultura para a próxima década”, realçou a vereadora.

Para assinalar simbolicamente a entrega formal da candidatura será inaugurada esta noite, 23 de novembro, na Câmara Municipal de Vila Real, a instalação “O grande pano: um quotidiano feito de linho”, da autoria da artista Ana Pérez-Quiroga.

A instalação é constituída por 12 longos panos de linho que caem suspensos no átrio do edifício e por uma grande mesa de madeira na qual estão colocados 29 conjuntos de panos de linho, concretamente linho semeado e tecido em Agarez, homenageando todas as mulheres que trabalham com as suas mãos e com o seu "coração" o linho.

"É uma peça que retrata o trabalho árduo da mulher que sempre trabalhou o linho, que retrata o trabalho de toda a região e é uma nova visão do linho. Deu-se um ressignificado ao linho, mais contemporâneo, ou seja, olhamos para o linho de uma forma mais moderna", afirmou Mara Minhava.

O cultivo do linho é algo que está a entrar em "vias de extinção" e, segundo a autarca, "pegar nesta vertente é uma forma de olhar com mais cuidado e atenção para esta arte".

Depois, na quinta-feira à noite, 25 de novembro, numa sessão aberta à comunidade, vai ser apresentado todo o trabalho feito pela autarquia para a cidade ser Capital Europeia da Cultura.

Depois da avaliação por um júri internacional, em 2022 vão ser escolhidas as cidades que avançam para a fase seguinte do processo de seleção da Capital Europeia da Cultura 2027.

As candidatas são: Vila Real, Braga, Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria, Oeiras, Évora, Faro, Funchal e Ponta Delgada. 

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