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31.01.19

Venezuela: vários jornalistas estrangeiros foram detidos


Bruno Micael Fernandes

Fernando Llano/Associated Press/The New York Times/Direitos reservados

A Venezuela está a viver uma situação política extremamente complicada: Juan Gaidó tem apoio popular mas Nicolas Maduro tem o apoio das Forças Armadas. 

Com este braço de ferro, a atenção mediática internacional vira-se para este país rico em recursos naturais mas com uma economia de rastos. E, quase como um controlo, há já vários jornalistas estrangeiros detidos.

O caso mais recente é o de dois jornalistas franceses que foram detidos esta quarta-feira. e outros dois chilenos  foram expulsos do país. Há também outros três jornalistas da agência espanhola EFE detidos. 

Segundo o canal de notícias LCI, os dois jornalistas, Pierre Caillé e Baptiste des Monstiers, foram detidos esta terça-feira em frente ao palácio presidencial. Os repórteres, colaboradores da equipa do programa "Quotidien" do canal francês TMC, estariam a filmar o edifício quando foram abordados. Yann Barthès, apresentador do programa, anunciou a prisão dos dois membros da equipa esta quarta-feira mas não iria dar mais pormenores: "Neste momento, é difícil dizer mais alguma coisa sob pena de agravar a sua situação", indicou. O sindicato francês dos Trabalhadores de Imprensa ( Syndicat national des travailleurs de la presse - SNTP) acrescentou ainda que os dois jornalistas foram detidos com "o seu produtor no país, Rolando Rodriguez. Depois, o contacto com eles perdeu-se". Os três profissionais estão detidos há mais de 24 horas. 

A situação dos jornalistas chilenos é bem diferente. Rodrigo Pérez e Gonzalo Barahona, do canal chileno TVN, foram abordados e detidos esta terça-feira à noite por membros da segurança presidencial, junto com duas jornalistas venezuelanas do canal digital VPI, Mayker Yriarte e Ana Rodriguez. Os dois jornalistas chilenos foram expulsos do país na quarta-feira à noite. Já as jornalistas venezuelanas foram colocadas em liberdade na quarta de manhã. Segundo o jornal Le Monde, Yriarte referiu que as autoridades acusaram os jornalistas de terem entrado numa "zona de segurança" de acesso restrito. 

A equipa da agência EFE mantém-se detida. Ao todo, serão três jornalistas (dois colombianos e um espanhol) da agência espanhola de notícias que estão detidos desde a manhã desta quarta-feira. Leonardo Muñoz, Mauren Barriga e Gonzalo Domínguez viajaram no dia 17 para Caracas para ajudar na cobertura da crise política no país. Na noite de terça para quarta-feira, membros do Serviço Bolivariano de Inteligência estiveram no escritório da EFE em Caracas, tendo dito a Barriga e Domínguez que Muñoz havia sido detido pela Direção de Contrainteligência Militar, sendo que os jornalistas foram obrigados pelos agentes a recolherem os pertences no hotel e, depois, levados para interrogatório. Leonardo Muñoz estaria desaparecido desde quarta-feira de manhã, bem como o motorista venezuelano José Salas, quando se perdeu o contacto.

Até esta quinta-feira, e antes de se saber que ele tinha sido detido, o jornalista era dado como desaparecido. Carlos Holmes Trujillo, ministro dos Negócios Estrangeiros da Colombia, afirmou num tuíte que o seu país " rejeita a detenção na Venezuela do cidadão colombiano Leonardo Muñoz, fotógrafo da Agência Efe, e exige a sua libertação imediata. Nós exigimos respeito pela vida do nosso compatriota". Também a União Europeia pede a libertação dos três jornalistas da agência. Federica Mogherini, alta representante da UE para a Política Externa, expressou "plena solidariedade" com os detidos. "Desde a União Europeia há um claro pedido que se libere qualquer jornalista que tenha sido detido sem nenhum motivo. Acreditamos firmemente que todos os jornalistas devem ser capazes de exercerem as suas obrigações, responsabilidades e direitos no cumprimento do seu trabalho", sublinhou. O Conselho de Redação da agência tomou uma posição na manhã desta quarta-feira, pedindo ao governo espanhol para fazer "todas as diligências necessárias com a máxima urgência para que os colegas detidos sejam libertados e possam voltar a desenvolver a sua atividade profissional. 

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