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07.11.19

TVI/IURD: Mãe que acusou igreja de roubar os filhos pediu desculpa

Maria de Fátima Moreira diz que foi "manobrada" pela jornalista Alexandra Borges


Bruno Micael Fernandes

TVI/Direitos reservados

Uma das mães que acusou a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) de ter roubado os seus dois filhos biológicos pediu desculpas em tribunal, assumindo que a história que tinha contado na série de reportagens "O Segredo dos Deuses", emitida pela TVI em 2017, era falsa. A IURD desistiu da queixa. A notícia é avançada esta quinta-feira pelo jornal Público, que cita a Agência Lusa. 

Nos documentos entregues no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, e agora divulgados, Maria de Fátima Moreira, identificada na reportagem como "Clara", diz que nunca quis "ofender o bom nome e prestígio" da IURD e que ela foi "manobrada pela jornalista da TVI, Alexandra Borges, para confirmar uma história inverídica e sensacionalista criada por aquela jornalista em prol das audiências", refere o documento. A arguida acrescenta que só aceitou "proferir as afirmações que constam nas reportagens iludida pelas vãs promessas da jornalista de que, se o fizesse, poderia rever os seus filhos". 

Apesar de, na reportagem, ter assumido que as assinaturas dos diversos documentos apresentados eram falsas, Maria de Fátima reconheceu as assinaturas como sendo suas. "Sempre soube que os seus filhos estiveram institucionalizados no Lar", refere nos documentos adicionados aos autos do processo. "Penitenciando-se pelas inveracidades que proferiu publicamente, pede à IURD as suas mais sinceras e genuínas desculpas, agradecendo-lhe também pelo notável trabalho social que tem desenvolvido e do qual felizmente os seus filhos tiveram oportunidade de beneficiar", acrescenta. 

O jornal refere que a IURD não ficou "indiferente ao arrependimento da arguida" e desistiu da queixa e da acusação por ofensa a pessoa coletiva. 

Este processo vem na sequência da emissão da série "O Segredo dos Deuses",  uma reportagens com vários episódios da autoria de Alexandre Borges e Judite França (atualmente, na Rádio Observador), na TVI em dezembro de 2017. As várias reportagens e posteriores debates no canal informativo de Queluz de Baixo davam conta de uma alegada rede de rapto, tráfico e adoção ilegal de crianças nascidas em Portugal associada a famílias ligadas à IURD. Os alegados crimes terão ocorrido na década de 90 do século XX.

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