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17.11.19

TSF: Trabalhadores podem avançar para a greve

Funcionários da estação exigem explicações da Global Media sobre reestruturação do grupo


Bruno Micael Fernandes

Global Media Group

Os trabalhadores da TSF reuniram esta sexta-feira em plenário e lançaram a ameaça: ou a administração da Global Media Group explica a reestruturação do grupo no prazo de dez dias ou avançam recorrer para a greve. 

Num comunicado divulgado este sábado, citado em vários meios de comunicação social, os trabalhadores da rádio estão a exigir que a administração do grupo, que também tem o Jornal de Notícias ou o Diário de Notícias no seu portfólio, explique a reestruturação anunciada há dias, depois de Arsénio Reis ter deixado a direção da estação. "Desde o anúncio da nova reestruturação, a instabilidade na TSF tem sido grande, agravada por atrasos no pagamento de salários a trabalhadores efetivos e colaboradores", refere a missiva. No plenário, e "com o apoio do Sindicato dos Jornalistas e do Sindicato dos Trabalhadores das Telecomunicações e Comunicação Audiovisual", os trabalhadores da "Rádio Notícias" decidiram exigir explicações "por escrito" no prazo de dez dias. Findo este prazo, os trabalhadores dizem que "se reservam o direito de utilizar todas as formas de luta ao seu dispor, incluindo o recurso à greve". 

O que está em causa? 

As dificuldades no seio do grupo de media são conhecidas. De tempos a tempos, surgem notícias de que os pagamentos de salários estão em atraso. E as notícias de possíveis reestruturações também: em julho de 2019, o jornal digital ECO referia que o administrador do grupo Afonso Camões tinha transmitido ao delegados sindicais de cada um dos meios de comunicação da Global Media que o grupo precisava de uma reestruturação até setembro. Senão, "entra em colapso". Em causa, estaria o despedimento de 200 colaboradores. 

Desta vez, os trabalhadores da TSF exigem saber o que se passa no grupo, querem a divulgação das contas do ano passado, acompanhadas "com as devidas explicações sobre as opções de gestão que levaram ao atual estado do Global Media Group, nomeadamente investimentos feitos em áreas que não tiveram o retorno esperado, prejudicando todo o grupo". 

A reestruturação anunciada é, no entanto, o pronto central das exigências dos funcionários da "Rádio Notícias". Desde logo, querem "um esclarecimento claro e cabal de quem tem poder de decisão dentro da empresa sobre a reestruturação anunciada, incluindo rescisões por mútuo acordo e um eventual despedimento coletivo, número de trabalhadores a dispensar, critérios para esses despedimentos e datas para que esta reestruturação avance". Além disso, querem "um esclarecimento cabal sobre o futuro do grupo, nomeadamente em termos editoriais, e em especial daquilo que se pretende para a TSF - Rádio Notícias", além do pagamento de salários em atraso e do subsídio de Natal. 

A demissão de Arsénio Reis não foi esquecida. Contestada pelos colaboradores da rádio, estes exigem mais explicações porque as que foram dados pelo grupo para a saída do diretor "não convenceram". A demissão de Reis foi divulgada na quinta-feira, dia 07, "no contexto da reestruturação do Global Media Group e das estratégias em curso para as suas várias marcas". 

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