Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

o largo.

onde tudo acontece...

06.02.18

Tony Carreira/CNM: Já não há acordo


Bruno Fernandes

Facebook Tony Carreira/Direitos Reservados

O acordo entre a editora Companhia Nacional de Música (CNM) e Tony Carreira ficou sem efeito, avança a agência Lusa, citando o requerimento enviado pelo proprietário da editora ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa.

Segundo o documento, a CNM diz, através de Nuno Rodrigues, proprietário da editora, que "não contribuirá para qualquer acordo que possa frustrar a legítima expectativa da opinião pública ou evitar que o tribunal cumpra a sua inalienável obrigação de decidir".

Este requerimento é um novo capítulo desta disputa em relação a vários 11 temas de Tony Carreira que a CNM diz serem plágio: Depois De Ti Mais Nada, Sonhos De Menino, Se Acordo E Tu Não Estás, Adeus Até Um Dia, Esta Falta De Ti, Já Que Te Vais, Leva-me Ao Céu, Nas Horas Da Dor, O Anjo Que Era EuPor Ti e Porque É Que Vens são os temas alvo da acusação.

Um principio de acordo foi alcançado em novembro passado. No dia 27, as partes aceitaram uma suspensão provisória do processo durante quatro meses, um acordo proposto pela juíza doTIC de Lisboa. Esta suspensão era válida se Tony Carreira entregasse 10 mil euros à câmara municipal da Pampilhosa da Serra para apoio aos danos causados pelos incêndios, e outros 10 mil  euros à Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógrão Grande.

O outro arguido no processo, o compositor Ricardo Landumm teria que entregar dois mil euros a uma instituição particiular de solidariedade social à sua escolha.

A CNM, na altura, estava representada por um advogado e Nuno Rodrigues não estava presente. A editora teria 10 dias para aceitar este acordo por escrito, sendo que, caso todas as partes cumprissem o acordo, o caso não ia a julgamento.

Em início de dezembro, há uma nova alteração no processo: o advogado da CNM acaba por renunciar à procuração que lhe dava poderes de representação e o TIC concede à editora 20 dias para constituir um novo mandatário.

A 29 de janeiro, o novo advogado da CNM envia nova procuração ao TIC de Lisboa. A mesma indica que o mandatário "ratifica e subscreve" a posição assumida pela editora "a propósito da suspensão provisória do processo" enviada por Nuno Rodrigues e agora assume não aceitar o acordo de 27 de novembro.

Entretanto, ainda está pendente, no Tribunal da Relação de Lisboa, um recurso interposto pela defesa de Tony Carreira em que é pedido que a CNM deixe de ser assistente no processo.

Recorde-se que Tony Carreira foi acusado pelo Ministério Público de 11 crimes de plágio, depois de uma queixa-crime da CNM em que a editora dizia que o cantor "se dedica à usurpação e plágio de obras de outros autores pelo menos desde 2012".

estamos no facebook e no twitter.
visita também a bilheteira do largo.
publicidade
wook é uma oferta?