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26.01.18

RTP: Nuno Artur Silva sai da administração


Bruno Fernandes

RTP

 

O Conselho Geral Independente (CGI) da RTP anunciou a recondução de Gonçalo Reis como presidente do Conselho de Administração. Em comunicado, o CGI anunciou também a saída de Nuno Artur Silva e Cristina Vaz como administradores. Gonçalo Reis tem agora que apresentar um novo Projeto Estratégico para a estação para o próximo triénio 2018-2020, sendo que a atual administração termina o mandato já no próximo mês de fevereiro.

Nuno Artur Silva tinha a área dos conteúdos a seu cargo enquanto que Cristina Vaz tinha a área financeira.

Participação nas PF é a causa da saída

Nuno Artur Silva mantinha uma participação nas Produções Fictícias (PF), proprietária do Canal Q. Aquando o assumir de funções por parte de Nuno Artur Silva, este comprometeu-se a vender a sua participação nas PF, algo que não aconteceu. Segundo o Expresso, citando o GCI, manteve-se a "irresolução do conflito de interesses entre a sua posição na empresa e os seus interesses patrimoniais privados", apesar de o GCI "não ter verificado que isso tenha sido lesivo da empresa, no decurso do seu mandato".

Cristina Vaz é destacada pelo CGI como tendo um papel numa "gestão empresarial eficiente, que se saldou pelo equilíbrio das contas e pela estabilização financeira, ao longo dos três anos de mandato".

Já se falam em nomes para suceder a Artur Silva

A N-TV, durante a noite desta quinta-feira, começou a avançar com nomes para suceder Nuno Artur Silva no pelouro dos conteúdos. A reportagem refere que são nomes "que se ouvem nos corredores" mas não deixam de ser nomes "em cima da mesa".

Um dos trabalhadores da estação pública referiu à revista digital que "a RTP é uma empresa muito rica em recursos humanos e gente de grande qualidade e com enorme experiência, que pode vir a ocupar as funções, sem cedências a outro tipo de interesses que não os do serviço público", sendo que a mesma fonte avança que Rui Pêgo "pela sua história na empresa e pelo conhecimento que tem do meio, seria uma belíssima escolha". Já outra fonte anónima refere Joaquim Vieira, presidente do Observatório de Imprensa e colaborador da empresa. "É um homem da comunicação, com uma dimensão cultural vasta, que pela sua idade [tem 67 anos] poderia ser uma mais-valia para a empresa", refere. Pedro Norton, atual administrador executivo da Fundação Gulbenkian, é também falado: "é um gestor cuidadoso e que teve um papel importante numa fase muito difícil da SIC", refere um dos profissionais da estação.

Outro nome em cima da mesa é o de Nuno Santos e que a reportagem refere ser o "mais falado". O profissional foi diretor de programas e, mais tarde, de informação do canal público. "O Nuno é talvez o profissional mais completo do mercado português. E os últimos anos fora do país, na África do Sul e em Espanha, deram-lhe uma maior dimensão de negócio", referiu um elemento do departamento de programação. Um jornalista da estação pública acrescentou que Santos "tem pensamento estratégico, sabe o que é o serviço público, conhece o mercado nacional e internacional, e é sobretudo um homem que mobiliza, que entusiasma".

Apesar deste nomes se ouvirem nos corredores, há ainda a possibilidade de Gonçalo Reis chamar a si o pelouro dos conteúdos ou, por uma questão de "paridade", o pelouro ser entregue a uma mulher.

A reportagem refere que todas as fontes pediram anonimato.

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