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16.12.19

RTP: Maria Flor Pedroso demite-se da direção de informação

Demissão em bloco acontece na sequência da polémica do "Sexta às 9"


por Bruno Micael Fernandes

Paulo Spranger/Global Imagens/Direitos reservados

A direção de informação da RTP liderada por Maria Flor Pedroso demitiu-se em bloco esta segunda-feira na sequência da polémica do programa "Sexta às 9". 

Num comunicado, o Conselho de Administração diz que aceitou a demissão devido ao facto de Flor Pedroso "considerar que, face aos danos reputacionais causados à RTP, não tem condições para a prossecução de um trabalho sério, respeitado e construtivo, como sempre tem feito. Após auscultação dos motivos invocados pela Diretora e exclusivamente por esses motivos, o CA considera que não tem outra alternativa que não seja aceitar essa decisão", indica o mesmo comunicado. 

Na missiva assinada por Gonçalo Reis, Hugo Figueiredo e Ana Fonseca, o órgão administrativo considera que a jornalista tem "idoneidade e currículo irrepreensível", além de ter "desenvolvido de forma dedicada, competente e séria enquanto Diretora de Informação de Televisão da RTP". 

A demissão surge no dia em que há um plenário de jornalistas convocado pelo Conselho de Redação para analisar as acusações feitas pela coordenadora do programa "Sexta às 9" Sandra Felgueiras no Parlamento. A 11 de dezembro, Sandra Felgueiras acusou a diretora cessante de ter "passado informação privilegiada a Regina Moreira, diretora do Instituto Superior de Comunicação Empresarial, visada num outro trabalho de investigação jornalística sobre alegado recebimento indevido de “dinheiro vivo"". A jornalista diz que Regina Moreira terá respondido por email que Maria Flor Pedroso lhe terá recomendado para responder às perguntas por escrito. Por seu turno, a (agora) ex-diretora "rejeitou liminarmente" a acusação e diz que tentou "defender os interesses da RTP ao tentar contrariar a recusa de uma entrevista", não tendo informado a investigação do programa de tal facto. Na reunião do Conselho de Redação, pediu desculpa à equipa mas que "tentou ajudar", uma vez que "tinha acesso a fontes não alcançáveis pelos jornalistas". 

Todo o imbróglio começou a 15 de setembro quando crítico de televisão Eduardo Cintra Torres, na crónica "Panóptico" do Correio da Manhã, lança a notícia de que o programa havia sido suspenso durante a campanha eleitoral para as legislativas. "Tal como o socratinismo pôde suspender o 'Jornal Nacional' de Manuela Moura Guedes, por recear alguma revelação no último noticiário antes das eleições, agora, em modo português suave, a direção de informação próxima do PS suspende um programa de investigação por não saber o que pode sair dali em período pré-eleitoral", acusava o cronista.  

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