Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

o largo.

onde tudo acontece...

05.04.18

Música e teatro na Casa da Cultura Teatro Stephens este fim-de-semana


helena margarida

Direitos Reservados

A Casa da Cultura Teatro Stephens, na Marinha Grande, recebe o concerto “Portugoesas”, no âmbito no 36º Festival de Música em Leiria, e a peça de teatro “Sacode as Moscas”, nos dias 6 e 7 de abril, pelas 21h30, respetivamente.

“Portugoesas” é um trio formado pela soprano Verónica Milagres da Silva e a meio – soprano Carolina Figueiredo, acompanhadas ao piano por Carlos Garcia.

Cantoras de formação clássica, dão vida à música de Goa, tradicional, erudita e religiosa. É essa miscigenação bebida das culturas ocidental e oriental, com temas portugueses e indianos, que dão continuidade a uma tradição familiar musical (os pais de ambas as cantoras chegaram a tocar juntos em Goa), que as faz reviver e reinterpretar estes temas de um cancioneiro cada vez mais enriquecido pela pesquisa de autores e obras espalhados pela diáspora goesa à volta do mundo.

Da investigação das duas cantoras resultou um repertório pontuado pela interpretação de temas tradicionais goeses, transmitidos sobretudo pela tradição oral.

No seu espetáculo, o trio PortuGoesas interpreta com uma sonoridade única, a sua leitura da música goesa tradicional e erudita, respeitando a essência da raiz.

Do cancioneiro tradicional de Goa, o PortuGoesas faz ouvir diversos estilos musicais, como o mandó lento e doce, as dulpodas rápidas e satíricas, o kunbi dos ceifeiros ou o dekni das bailadeiras, onde pontuam temas como Farar Far, Tucá, Kaiboreló, San Francisco Xavierá (o Santo Patrono de Goa), e o incontornável Adeus. Diferente das abordagens de outros grupos que procuram perpetuar a herança do reportório musical originário de Goa, o trio PortuGoesas propõe uma “voz”original para um dos cancioneiros menos conhecidos da lusofonia.

Divulgação

“Sacode as Moscas” é a peça que entra em cena dia 6 e 7 de abril, pelo Grupo de Teatro do Sport Operário Marinhense. Teatro, música, humor e crítica saudável compõem este espetáculo que não sendo uma “Revista à Portuguesa”, "poderemos considerar que pertence à mesma família, pois os “ingredientes” são os mesmos". 

É também uma homenagem "a esta terra que tanto amamos". Que nasceu a soprar o vidro e que, como dizia Mário Godinho, tem “mãos vidreiras que o gás do forno queimou”.

Autoria e direção de atores de Helena Rocha.

estamos no facebook e no twitter.
visita também a bilheteira do largo.
publicidade