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30.01.19

EDP quer ter rede telefónica privativa


Bruno Micael Fernandes

EDP/Direitos Reservados

A EDP Distribuição, empresa do grupo EDP para o mercado regulado e concessionária da rede de distribuição elétrica nacional, quer ter uma rede telefónica própria para suportar os serviços de distribuição de eletricidade, refere a edição desta quarta-feira do jornal Público

A empresa quer montar uma rede móvel com tecnologia LTE, baseada nas frequências que estarão a leilão para a instalação do 5G, algo que a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) prevê. O regulador indica que, para a faixa dos 450 MHz, há a possibilidade de "requerimento de atribuição de espectro para uso privativo". Segundo a EDP Distribuição, citada pelo matutino, esta rede assegurará "comunicações de voz e de transmissão de informação digital" de suporte às "atividades desenvolvidas no terreno pelas equipas responsáveis pelo despiste, reparação e reconfiguração da rede nacional de distribuição de energia elétrica", não tendo qualquer oferta comercial. 

Fonte da empresa justifica este pedido com o facto de a elétrica gerir "infraestruturas críticas essenciais para a prestação do serviço público no âmbito do sistema elétrico nacional. Há que manter e desenvolver sistemas de comunicações resilientes e seguros que, de forma integrada, confiram cobertura de áreas (em particular naquelas não cobertas pelos operadores de telecomunicações) e suportem os seus planos de continuidade de negócio nos cenários de maior impacto (ameaças/ataques criminosos, incidentes sísmicos, ou outras situações de grande vulnerabilidade social e económica)", defende. 

Vodafone está contra. MEO diz que é preciso "estudos"

As reações junto das operadores a este intento da EDP são variadas mas todos reconhecem que esta atribuição pode condicionar o espetro disponível. 

Do lado da MEO , a posição é a de que são necessários "estudos adicionais e decisões". A operadora participada da Altice, e que controla a empresa SIRESP SA (gestora da rede nacional de comunicações de emergência), diz que a utilização da faixa dos 450 MHz para uso em comunicação de utilidade e proteção públicas e assistência em desastres necessita de uma clarificação e que isso pode "condicionar o espetro disponível". 

Mas é do lado da Vodafone que vem a reação mais violenta. A antiga Telecel defende que a atribuição do espetro à EDP deve ser "vedada" ou "seriamente reequacionada. Um dos potenciais do 5G passa precisamente pela disponibilização de serviços M2M [machine to machine] e IoT [Internet of Things] a entidades como sejam a EDP, num espírito de universalidade de utilização do espectro e de possibilidade de entrega dos mesmos tipos de serviços a todos os prestadores energéticos", defende a operadora, sublinhando que, se se reitrar o "potencial interesse dos planos de negócios dos operadores", a "consequência" será a "desvalorização do interesse na aquisição do espetro para esse efeito". 

A empresa sustenta que uma possível atribuição do espetro à EDP seria dar à elétrica "uma vantagem competitiva" que "dificilmente poderá ser replicada" devido à quantidade de "concorrentes eventualmente em posição idêntica" à da elétrica e ao facto do espetro existente ser escasso. 

Para já, a ANACOM não tomou qualquer decisão sobre o assunto. 

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