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04.11.21

CT RTP denuncia "falta de formação" para justificar atraso em programa

"Aqui Portugal" começou com quatro horas e meia de atraso


por Bruno Micael Fernandes

RTP/Direitos reservados

"Anomalia técnica" foi a expressão usada pela RTP para justificar o atraso de mais de quatro horas e meia para o arranque da emissão do programa "Aqui Portugal". E a situação foi alvo de denúncia no último boletim da Comissão de Trabalhadores (CT RTP), saído esta quarta-feira. 

Classificando como "desculpa tecnicamente insustentável", a CT RTP explica que o atraso se deveu, entre outros fatores, à "falta de experiência de operacionais requisitados a um fornecedor de mão de obra". O programa de sábado da RTP1 esteve em direto de Sernancelhe, no distrito de Viseu, e estava previsto iniciar-se às 11h. No entanto, a RTP1 acabou por colocar um especial dedicado à Rota da N2 e, durante a tarde, uma emissão do programa "Mesa Portuguesa... com Estrelas Com Certeza!", acompanhado de um aviso em rodapé ("Devido a uma anomalia técnica, não nos é possível para já transmitir o programa AQUI PORTUGAL. Pelo facto pedimos desculpas."). O programa acabaria por se iniciar às 15h35 com Vanessa Oliveira e Hélder Reis, mas sem qualquer referência ao atraso no arranque da emissão.

Ora, tudo começou no momento da instalação: "O responsável no local pela equipa operacional, deparando-se com o enorme atraso na instalação da tenda e a falta de condições de segurança para a instalação dos equipamentos, optou - e bem - por instalar os equipamentos quando houvesse tais condições", sustenta a CT RTP, acrescentando que  "a equipa tinha entrado mais cedo no dia do programa, para garantir a instalação, como aliás já se tinha feito anteriormente perante situações semelhantes". O órgão representativo dos trabalhadores da estação pública tece duras acusações à empresa de fornecimento de mão de obra para os serviços da RTP: "A falta de formação de operacionais que a RTP contrata a este prestador de serviços é recorrente", afirma, acrescentando que "já nos deixou ficar na mão por diversas vezes" e que é comum serem "enviadas para a operação pessoas que até ao dia de chegarem a um exterior da RTP nunca tinham trabalhado em televisão". A solução "só se encontrou fazendo vir do Porto para Sernancelhe um trabalhador efetivo da RTP, operacional técnico de som, que num curto espaço de tempo resolveu os problemas". 

A CT RTP considera que a situação é grave e que os "trabalhadores operacionais e técnicos da RTP são alheios  aos problemas do "Aqui Portugal" de sábado" e questionam "porque continua o CPN (Centro de Produção Norte) a privilegiar a relação com este mau fornecedor?". 

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