Diretor da CNN Portugal acusado de discriminação por orientação sexual

Queixas denunciam favorecimento de homens homossexuais para determinadas funções
Armanda Claro/Media Capital
Este artigo foi publicado há, pelo menos, 5 meses, pelo que o seu conteúdo pode estar desatualizado.

A notícia é do jornal digital Observador. O diretor executivo da CNN Portugal Frederico Roque de Pinho está a ser alvo de uma investigação interna por denúncias por alegado favorecimento de funcionários e colaboradores do canal de notícias em função da sua orientação sexual. 

Segundo o mesmo jornal, foram apresentadas várias queixas contra o gestor, alegando que Roque de Pinho escolhe profissionais homens homossexuais para cargos e tarefas de maior destaque, em detrimento de outros profissionais da estação. As denúncias vão mais longe, falando de critérios discriminatórios para essa seleção quando aqueles profissionais são favorecidos para dar a cara pelo canal. 

Os relatos foram considerados sólidos e fez com que avançasse uma investigação interna mais aprofundada, com o Observador a indicar que foram ouvidos vários jornalistas, elementos de chefias da redação da CNN Portugal e da TVI, assim como vários outros funcionários. O diretor de informação da TVI e diretor da CNN Portugal Nuno Santos também foi ouvido. 

As conclusões da investigação foram dadas a conhecer ao gestor na noite da passada quarta-feira, quando se deslocou às instalações do canal de Queluz de Baixo depois de estar de férias no Brasil. No dia seguinte, administração e Roque de Pinho estiveram reunidos para decidir o próximo passo, tendo sido discutida uma eventual suspensão do gestor ou, até, uma desvinculação da empresa. Contudo, o jornal não avança qual o resultado desse encontro. 

“Da minha parte, não há processo nenhum” – Roque de Pinho

Quando confrontado pelo jornal digital, Frederico Roque de Pinho referiu que o processo… não existe. Recusando a ser “julgado na imprensa”, o diretor no canal de notícias do grupo Media Capital é perentório: “Da minha parte, não há processo nenhum”. 

O gestor diz mesmo não ter conhecimento do processo e para “perguntar à empresa se houve ou não algum”, até porque diz que é do seu “entendimento” que continua em funções. Quanto às suas férias, elas foram apenas estendidas: “Alarguei o meu período de férias pelo tempo que for necessário”. 

Também Nuno Santos foi contactado pelo jornal digital, assim como o acionista maioritário da Media Capital Mário Ferreira, o CEO Pedro Morais Leitão e do diretor-geral da TVI  e da CNN Portugal José Eduardo Moniz, mas ou recusaram comentar o caso ou não responderam às solicitações do jornal. 

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