Produto emblemático da estação de Queluz de Baixo regressa com novo elenco e em formato série.
por Bruno Micael Fernandes
Foi uma das novelas de maior sucesso na TVI e agora regressa para um remake: a estação detida pelo grupo Media Capital e a Amazon Prime Video vão apostar numa nova versão de "Ninguém Como Tu".
Com 20 episódios, a produção ganha um novo formato e um elenco totalmente renovado, sendo a ausência mais notada a de Alexandra Lencastre, que deu vida à personagem principal "Luísa Albuquerque" na produção de 2005. Lúcia Moniz, Guilherme Filipe, Maria José Paschoal, Marco Delgado, Pedro Sousa, Laura Dutra, Gonçalo Waddington, Leticia Spiller, Rodrigo Trindade, Diana Palmerston, Diogo Fernandes, Maria Gomes Andrade, Ana Lopes e Rafael Ferreira fazem parte do elenco da nova série a que se juntam Benedita Pereira, Joana Seixass e Paulo Rocha que fizeram parte do elenco da novela original.
A sinopse mantém-se, contudo, inalterada: "Na série, vai ser retratada a permanente luta pela conquista dos sonhos que dão sentido à existência humana", descreve a estação em comunicado, acrescentando que, "para a inescrupulosa Luísa Albuquerque, é para isso que o dinheiro serve: realizar sonhos". Mas tudo isso muda quando Luísa "recebe uma sentença fatal: tem apenas um ano de vida. Perante a revelação de que, afinal, o mais importante o dinheiro não compra, até onde é que será capaz de ir para encontrar a felicidade e o amor que guiam a vida?".
A nova aposta vai ser produzida pela See My Dreams, produtora que está responsável por outras apostas da TVI no streaming, como as novas séries "Morangos Com Açúcar", atualmente em exibição no canal: "Este é o regresso de um produto da TVI que marcou a televisão nacional. “Ninguém como Tu” continua a ser uma das novelas de maior sucesso de sempre, que promete conquistar novamente o público português", sublinha.
A produção ainda não tem data de estreia, mas ficará disponível no serviço da Amazon em Portugal.
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A cantora fadista portuguesa Mísia morreu este sábado em Lisboa. A informação foi avançada pelo escritor e amigo da música Richard Zimler nas redes sociais.
Segundo o jornal digital Observador, a cantora estava internada num hospital em Lisboa devido a "doença prolonga". "Partiu em paz, docemente, sem dores", escreveu Zimler.
Alter ego de Susana Maria Alfonso de Aguiar, Mísia nasceu no Porto em 1955. Lançou o seu primeiro trabalho em nome próprio em 1991, tendo gravado 13 discos com letras de José Saramago ou Agustina Bessa-Luís e ficado associada como a criadora do chamado "novo fado". Ao longo da carreira colaborou também com Amélia Muge e Mário Cláudio.
Mísia tinha 69 anos.
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A importância que se dá ao corpo não mudou, mudou apenas o formato da atenção que lhe damos.
por Anna Kosmider Leal
Quando se aproxima o verão, o tempo aquece, aligeiramos as roupas, atualizamos o roupeiro de inverno para verão e, com uma certa ansiedade, olhamos para o nosso reflexo no espelho. Parece que, de ano para ano, fica cada vez mais longe da nossa perceção de corpo adequado a mostrar na praia.
E se fosse possível entrar numa loja e comprar um corpo de praia? Podia escolher-se o tamanho, a cor, a pele… O ser humano tem tendência a perseguir a perfeição sem olhar para as consequências. Há quem faça dietas draconianas que provocam distúrbios mentais, há quem apanhe sol sem limites que resultam em doenças na pele, há quem sobreponha a sua aparência física aos outros aspetos da vida, apenas para sentir o seu real valor. Então e se os corpos “da loja” viessem com uma etiqueta onde estivessem escritos todos os efeitos secundários, queríamos comprá-los na mesma?
Antes de responder a esta pergunta vejamos como o corpo era visto no passado.
Já na Atenas antiga, o corpo bem formado era um elemento importante da ideia da democracia, acreditava-se que o calor corporal incentivava a discussão e a participação nos assuntos do estado. O ideal era o princípio de kalos kagathos – a combinação da beleza corporal com a bondade espiritual. Na Idade Média surgiu uma atitude ambivalente em relação ao corpo, era ao mesmo tempo condenado (a alma era prisioneira do corpo) e exaltado (o mistério da encarnação de Cristo). O corpo começou a ser percebido como uma metáfora da sociedade – a sua coesão e harmonia ou, pelo contrário, a sua rutura e conflitos. Uma abordagem inovadora e puramente materialista do corpo e da sua fisiologia pode ser encontrada em François Rabelais. Na sua perspetiva, é no corpo e graças à continuidade das gerações que é possível medir e acompanhar o tempo histórico.
O que mudou ao longo de anos?
Na verdade, a importância que se dá ao corpo não mudou, mudou apenas o formato da atenção que lhe damos.
Estamos rodeados de corpos perfeitos, caras bonitas, pessoas magras a sorrir para nós em cartazes ou fotos postadas no Instagram. E fácil ficar confuso com as próprias interrogativas: “se eu fosse mais magra, se tivesse um nariz mais pequeno, peito maior/menor, cabelo ondulado/liso… – aqui cada um pode terminar a frase de forma livre – seria muito mais feliz.”
Algumas investigações comprovam que isto, não só não funciona, como tem o efeito inverso. Indivíduos que implementaram dietas foram examinados após 4 anos do início do processo e os resultados mostraram que todos eles, independentemente de manterem ou não o peso, revelaram um nível de felicidade inferior ao apresentado no início da dieta.
Situação semelhante acontece no caso das cirurgias plásticas. Em 2011 foi realizada uma investigação na Noruega com cerca de 2000 jovens, que mostrou que quem as decidiu fazer, têm como denominador comum um nível de felicidade bastante mais baixo do que a média dos jovens em geral. Através destes meios invasivos arriscam uma oportunidade de se sentirem mais felizes, mas, lamentavelmente, as cirurgias são apenas mais um ponto na lista de procedimentos que podem fazer precisamente o inverso.
Voltando à questão inicial, da próxima vez que observar o seu reflexo no espelho e tiver dúvidas se tem um corpo adequado para ser exibido a outros na praia, lembre-se que todas aquelas pessoas também têm corpos, têm espelhos, têm as suas inseguranças e, tal como nós, iriam à imaginária “loja dos corpos”, mas seguramente sairiam sem trocá-lo, pois NENHUM nos assenta melhor que o PRÓPRIO.
Este texto é publicado n’o largo. no âmbito do projeto "Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa", promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.
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Peças foram criadas por utentes de instituições do distrito de Vila Real.
por Bruno Micael Fernandes
São cerca de 20 chapéus, "nascidos de mãos séniores", que vão estar em exposição na sala de exposições da Biblioteca Central da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real. É a exposição "Chapéus há muitos", uma iniciativa conjunta da Pró-reitoria para a Cultura e Serviços de Documentação, do centro de Cultura e Responsabilidade Socila da instituiçao e do Centro Social e Paroquial de Constantim (CSPC).
Segundo a nota enviada pela instituição transmontana, a mostra é uma ação coletiva, reunindo peças criadas por utentes de "19 instituições de solidariedade social de Alijó, Montalegre, Peso da Régua, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real": "Feitos com diversos materiais reciclados, os chapéus foram ganhando forma e feitios, conforme a imaginação dos idosos", acrescenta.
A inauguração da exposição acontece já a 26 de julho. Além de representantes da UTAD e do CSPC, a ação contará com a presença de 130 idosos das 19 instituições envolvidas, além de um programa que inclui atuações do Grupo de Bombos de Constantim, da Tuna da Universidade Sénior de Peso da Régua e várias tunas da UTAD, além de um missa em honra de São Joaquim e Sant'Ana.
A exposição estará patente até "final de agosto", podendo ser visitada de segunda a sexta, entre as 10 e as 17h. A entrada é gratuita.
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Evento Pride é o mais antigo do norte de Portugal e desafia agentes da cidade a envolver-se.
por Bruno Micael Fernandes
Está prometido "um programa diversificado que inclui, conferências, atividades culturais e momentos de celebração, promovendo o encontro entre pessoas, instituições, empresas e ativistas". A organização do Porto Pride anunciou esta terça-feira as datas do "evento Pride mais antigo do note de Portugal": o evento decorre de 13 a 15 de setembro, descritos como "três dias de luta e celebração".
Coincidindo com o mesmo ano em que o Porto será o palco do encontro da European Pride Organisers Association (EPOA), o Porto Pride continua a abrir-se à cidade: "Estamos atualmente a desafiar as pessoas e agentes culturais da cidade a proporem e organizarem iniciativas durante os três dias do evento", refere a organização numa nota enviada à imprensa.
Além disso, a agenda do evento ainda não está fechada, estando, no entanto, definidos dois eventos: o habitual Arraial Porto Pride, que, no ano passado, se realizou no Parque da Pasteleira, mas que a organização pretende ver deslocado "para o centro da cidade"; e o "Porto Pride Summit", uma conferência de Direitos humanos que pretende "promover locais de trabalho mais inclusivos para as pessoas LGBTI+, logo no primeiro dia do evento. A ação acontecerá na Porto Business School, no dia 13 de setembro, e contará com a presença de representantes do governo, da EPOA e de empresas parceiras do evento.
Para o coordenador-geral do Porto Pride Diogo Vieira da Silva, o evento já é de escala internacional e o impacto que tem na economia portuense "já não pode ser mais ignorado": "Sempre que anunciamos as datas do evento, a quantidade de mensagens de pessoas internacionais que recebemos a questionar qual o melhor hotel ou a melhor forma de chegar ao Porto é avassaladora, principalmente dos nossos vizinhos de Espanha", refere.
A evento é gratuito.
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O canal Casa E Cozinha vai estrear um novo reality show de decoração: "Mudanças na Casa de Família" vai para o ar de segunda a sexta, a partir de 05 de agosto.
A série vai acompanhar "as renovações realizadas por uma equipa de especialistas em design de interiores, eletricidade e canalização, arquitetura, construção e carpintaria, paisagismo e consultoria de sustentabilidade, garantindo que cada aspeto das necessidades de renovação da casa seja coberto", refere o canal.
Cada episódio vai abordar a transformação de uma casa de uma família "indicada por membros da comunidade pelas suas contribuições e desafios enfrentados" por parte de "uma equipa especialistas que trabalha para renovar a casa da família, transformando-a num lar mais funcional e esteticamente agradável": ""Mudanças na Casa de Família" é um programa que não transforma apenas as casas, visa ter também um impacto positivo na vida das famílias e na comunidade, destacando a importância de ajudar os outros e o poder de uma vizinhança unida", acrescenta a estação.
Apresentado pela jornalista Cheryl Hickey, cada episódio vai para o ar às 22h.
Produzido pela Dremia, responsável pelos canais Panda e Hollywood, o Casa e Cozinha está disponível na MEO, NOS e Vodafone Portugal.
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Aplicação aposta na “flexibilidade” e numa biblioteca “sempre organizada”.
por Bruno Micael Fernandes
A plataforma de podcasts da Renascença Multimédia tem agora uma nova aplicação para smartphones. O grupo de media, que detém as rádios Renascença, a RFM e MEGA Hits, além da promotora Genius y Meios, anunciou o lançamento da nova versão da aplicação da POPCASTS esta sexta-feira.
A aplicação quer disponibilizar "uma experiência mais fácil e envolvente aos fãs de podcasts e conteúdos em língua portuguesa", juntando-se à versão para computador disponibilizada no final de 2021: "Cada vez mais próximos, o Grupo Renascença Multimédia possibilita o acesso a conteúdos de qualidade integrados numa experiência mais prática e envolvente", refere o grupo de media católico em nota enviada à comunicação social, acrescentando que "a flexibilidade é uma das grandes vantagens da app e a biblioteca está sempre organizada e à espera do próximo clique".
Além dos "conteúdos da casa" como os podcasts "Extremamente Desagradável" de Joana Marques (Renascença), "Ninguém POD Comigo" de Ana Garcia Martins (RFM) ou "De Manhã é Prata" de André Pinheiro (MEGA Hits), a POPCASTS está aberta a podcasts de "projetos independentes, artistas, empresas" e de "outras rádios e grupos de comunicação social que pretendam dar a conhecer os seus trabalhos.
A app é gratuita e pode ser descarregada na App Store e na Google Play.
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“As pedras, no seu falar de silêncio, revelam a quem as sabe escutar, não só de que foram e como for
por António Galopim de Carvalho
“Saxa loquuntur” é a expressão latina que quer dizer “as pedras falam”. São como que livros onde está escrita a história da Terra.
Esta interessante imagem, que retirei da Exposição de Maura Grimaldi, em Lisboa, de 27/06 a 27/07 de 2024, diz que as pedras, no seu falar de silêncio, revelam a quem as sabe escutar, não só de que foram e como foram feitas e, muitas delas, a respectiva idade. Com efeito, as pedras, ou seja, as rochas podem ser entendidas como documentos escritos que os geólogos aprendem a ler. No caso particular das rochas sedimentares, as letras dessa escrita são, sobretudo, os seus minerais e os fósseis que muitas delas encerram, há milhões de anos. Nas outras duas classes de rochas, as magmáticas e as metamórficas, os fósseis, salvo em casos muito especiais e raros, não têm representação.
Fixemo-nos, portanto, nas rochas sedimentares, como as mais importantes neste discurso.
Como constituintes mais peliculares da litosfera, acessíveis à curiosidade dos geólogos, estas constituem um domínio particularmente importante da Geologia e são o fulcro das preocupações da Sedimentologia, uma especialização relativamente recente que se fica a dever aos interesses das grandes empresas petrolíferas. Armazéns ou arquivos de vultuosa informação, estas rochas têm-nos permitido conhecer grande parte da história da Terra e da vida. Numa linguagem com preocupações de estilo, poder-se-ia dizer que as rochas sedimentares trazem consigo as marcas dos seus progenitores, as das condições ambientais em que foram geradas e, muitas delas, a data do seu nascimento. É, pois, nesta medida que podemos comparar as camadas de rochas sedimentares às páginas de um grande livro onde está escrita essa história.
Em 1941, o físico e cosmólogo ucraniano, naturalizado norte-americano, George Gamow (1904-1968) escreveu: “O Livro dos Sedimentos, reconstruído pelo esforço de diversas gerações de geólogos, equivale a um extensíssimo documento histórico, ao lado do qual todos os alentados volumes da História da Humanidade não passam de insignificantes opúsculos”.
Se o leitor abarcar os como e os porquês, os quando e os onde da dinâmica inerente aos processos que levam à alteração das rochas em superfície por efeito dos agentes externos, à erosão, ao transporte e à sedimentação, ou seja, à sedimentogénese;
Se interiorizar os principais conceitos sobre os mais variados ambientes de sedimentação (marinho litoral, marinho profundo, fluvial, estuarino, deltaico, glaciário, eólico, lacustre, entre os mais conhecidos) que hoje nos rodeiam em todas as latitudes, a ponto de os poder correlacionar com os do passado;
Se souber que foram ambientes iguais ou semelhantes a esses que, ao longo de milhares de milhões de anos, estiveram na origem de uma parte substancial das rochas da crosta (as sedimentares) e se adquirir preparação de base nestes domínios.
Irá entender a maravilhosa história do planeta que nos deu e assegura a vida, e deixará de olhar para a Geologia como uma disciplina desinteressante e fastidiosa que, tantas vezes, professores não habilitados, seguidores acríticos de manuais de ensino estereotipados, debitam sem entusiasmo, por dever de ofício, que o aluno decora por obrigação curricular e que lança no caixote do esquecimento, passado que foi o exame final.
Tem sido este o quadro nacional no ensino obrigatório, onde a Geologia sempre foi subalternizada. Foi este o quadro em que, salvo as sempre honrosas excepções, cresceram e se formaram as mulheres e os homens que hoje temos na política, na administração, nas empresas, na cultura, nos media, no cidadão comum.
No século X, a Enciclopédia de Os Irmãos da Pureza, obra colectiva acabada por volta 980, diz, numa notável antecipação aos modernos conceitos, que “a erosão destrói perpetuamente as montanhas e que o escorrer das águas pluviais arrasta rochedos, pedras e areia para o leito das torrentes e rios; diz-se ainda que, por seu turno, ao escoarem-se, os rios acarretam tais materiais para os pântanos, lagos e mares, onde os acumulam sob a forma de camadas sobrepostas”.
No século XIII, Alberto, o Grande (1206-1280), aludia ao “lodo agarradiço e viscoso, trazido pelas águas, que cimenta a terra (material detrítico, desagregado) e a transforma em rocha dura”.
No século XIV, Jean Buridan (circa 1300-1360), filósofo francês e reitor da Universidade de Paris, questionou algumas das concepções aristotélicas e ecreveu, reformulando uma ideia vinda da Antiguidade: “Onde hoje se encontra o mar foi outrora terra e, inversamente, onde a terra firme está no presente, esteve o mar e aí voltará”.
No século XV, Leonardo da Vinci (1452-1519) admitia que os fósseis encontrados nas montanhas eram restos de seres vivos depositados no fundo dos mares. Polemizando entusiasticamente com os defensores de ideias conservadoras, contrárias às suas, da Vinci descreveu notavelmente os grandes processos actuais e passados da erosão, sedimentação e fossilização, numa óptica muito próxima das concepções presentes.
No século XVII, o dinamarquês Niels Steensen (1638-1686), médico e cientista, teve papel igualmente importante na área da geologia sedimentar, no seu todo, incluindo a estratigrafia, muito antes desta disciplina se ter afirmado como tal, dizia: “se as conchas e outros restos de antigos seres vivos, encontrados nas rochas de uma dada região, são despojos de animais marinhos, as camadas que os contêm são necessariamente marinhas”, concluindo que o mar ocupara essa região. Por outro lado, ao dizer que “as camadas são formadas paralelamente à horizontal, em obediência à gravidade terrestre”, Steno introduziu o que ficou conhecido por “princípio da horizontalidade original”, concepção que lhe permitia concluir: “quando as camadas se encontram inclinadas, tal é devido a deformação posterior". Uma outra sua afirmação, segundo a qual, “qualquer camada é mais moderna do que a que lhe fica por baixo e mais antiga do que a que lhe está por cima”, foi considerada o “princípio fundamental da estratigrafia”, pois mostrou que as camadas sedimentares são cada vez mais modernas à medida que se sobe na série. Estas afirmações constituem hoje verdades mais do que evidentes, mas foram, na época, o abrir portas a grandes passos em frente. Com este autor, as sucessões de camadas sedimentares passaram a funcionar como “arquivos da natureza”, como lhes chamou, mais tarde, o naturalista e geólogo alemão Peter Simon Pallas (1741-1811), e o geólogo francês Faujas de Saint-Fond (1741-1819), ou como “anais do mundo físico”, no dizer do padre francês contemporâneo, Giraud Soulavie (1752-1813), fundador da moderna estratigrafia paleontológica.
No século XVIII, o geólogo escocês, James Hutton (1726-1797), considerado o pai da geologia moderna, afirmou “A história da Terra pode ser decifrada a partir do estudo das rochas sedimentares estratificadas, uma vez que estas rochas se geraram de modo comparável ao dos modernos sedimentos em formação sob os nossos olhos”. Este raciocínio é hoje usado, automaticamente, sem qualquer hesitação, quando, através do estudo das rochas sedimentares, procuramos conhecer o ambiente e as condições em que foram geradas. Uma tal concepção, que constituiu um passo decisivo neste tipo de investigação, assenta nos trabalhos de Hutton e do seu concidadão Charles Lyell (1797-1895). Conhecido por “Princípio do Uniformitarismo”, “Princípio do Actualismo”, ou “Princípio das Causas Actuais”, dele se conhece a expressão que ficou clássica – “O presente é a chave do passado”. Esta frase diz concretamente, na situação em que aqui é usada, que qualquer corpo de rocha sedimentar foi depositado por agentes geológicos vulgares, tais como gravidade, chuva, vento, água corrente, gelo, acções marinhas, etc., todos eles processos familiares nos dias de hoje.
As rochas sedimentares, no geral sedimentos antigos posteriormente compactados e transformados em pedra (litificados), guardam as marcas deixadas pelos ambientes e agentes deposicional semelhantes aos actuais. É, pois, com base neste princípio que se elaboram reconstituições paleoambientais, contemporâneas das rochas sedimentares correlativas. Hutton dizia, ainda, que “a Terra é um sistema dinâmico, cuja superfície está constantemente em transformação em virtude do calor armazenado no seu interior e dos efeitos causados em superfície pela energia solar”. Por outro lado, no desenvolvimento da teoria plutonista, de que foi o protagonista mais visível, as rochas sedimentares ganharam o significado que não tinham tido até então. Com efeito, o modelo cíclico implícito nesta visão resultava, segundo ele, de “um equilíbrio dinâmico entre o soerguimento do terreno (elevação de montanhas), por efeito do calor interno, e a sua erosão”. Hutton mostrou, também, que os materiais resultantes desta erosão eram acumulados em sucessivas camadas sedimentares e aí consolidavam, originando rochas como conglomerados, arenitos, argilitos, calcários, entre outras. Ao dizer que “as camadas de rochas sedimentares foram antigos sedimentos que se transformaram em rochas”, Hutton dava ênfase à petrificação ou litificação dos sedimentos, um processo geológico com duração de milhões de anos, habitualmente referida por diagénese. Dizia ainda este, que foi professor de geologia da Universidade de Edimburgo, “que não via vestígios nas rochas que lhes indicassem um começo”. Esta outra particularidade da sua concepção cíclica trouxe novamente, para a ribalta das grandes controvérsias científicas da época, o problema da dimensão do tempo geológico, imenso na teoria huttoniana, em contraste com os cerca de 6000 anos defendidos pela Bíblia.
Este autor não escreve segundo as normas do Acordo Ortográfico de 1990.
Este texto é publicado n’o largo. no âmbito do projeto "Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa", promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.
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Canais Disney em Portugal viram a sua programação afetada e voos em vários países foram cancelados.
por Bruno Micael Fernandes
Uma falha informática a nível mundial afetouvários setores de atividade na manhã desta sexta-feira. O problema esteve numa atualização lançada esta noite para um produto de antivírus da empresa Crowdstrike e afeta o sistema operativo Windows, obrigando os computadores a reiniciar de forma contínua. A falha foi detetata e uma nova atualização já foi lançada, sendo que os sistemas irão demorar a normalizar.
A falha afetou bancos, companhias aéreas, supermercados e até meios de comunicação social, como a Sky News. A estação britânica acabou por recuperar a emissão, ainda que de forma muito limitada no tempo, com pivôs a lerem as últimas notícias sem grafismos de emissão, teleponto ou, mesmo, sem reportagens. Os outros canais do grupo também foram afetados.
A falha aconteceu a nível mundial. Em Espanha, por exemplo, todas as companhias aéreas foram afetadas e no Reino Unido vários aeroportos registaram cancelamentos de voos e a empresa de caminhos de ferro Govia Thameslink registou problemas por toda a rede. Também em França houve problemas nos sistemas informáticos dos Jogos Olímpicos e no aeroporto de Zurique, na Suíça, todos os voos foram cancelados.
Índia, Nova Zelândia e Estados Unidos, onde, aliás, se começou a detetar o problema, também registaram dificuldades, com voos cancelados devido a problemas nos serviços de comunicação. Nos EUA, a situação foi ainda mais dramática, com as linhas de emergência no estado do Alasca a estarem fora de serviço.
Em Portugal, os utilizadores relataram problemas no acesso aos serviços de telecomunicações das principais operadoras e na utilização de softwares como o "Microsoft 365", "Teams" ou no acesso à plataforma "Azure". Houve também relatos de falha nos serviços do banco Santander Portugal.
Nos media, os canais da Walt Disney PortugalDisney Channel, Disney Júnior e National Geographic Portugal viram a sua programação afetada.
Também durante a manhã desta sexta-feira, o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora Sintra) ficou sem sistema, sendo que, segundo a SIC Notícias, o registo de pedidos de consulta e de exames estava a ser feito em papel. No entanto, o gabinete de imprensa do hospital já veio garantir que o problema não estava a ser causado devido à falha mundial, mas sim devido a um problema pontual na base de dados da unidade.
Os aeroportos portugueses registaram vários atrasos . O check-in em algumas companhias aéreas poderá ser mais demorado, estando já a surgir filas nos balcões da Ryanair, uma das companhias aéreas afetadas pelo problema a nível mundial. As transportadoras estão a aconselhar os passageiros a informarem-se sobre o estado do voo e a deslocar-se de forma atempada para os aeroportos.
O Centro Nacional de Cibersegurança referiu à Agência Lusa de que há "várias organizações afetada" pelo incidente, embora com "diferentes graus de impacto".
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Operadora portuguesa fez o balanço da utilização de comunicações no festival
por Bruno Micael Fernandes
A NOS Portugal divulgou esta quarta-feira o balanço do tráfego de comunicações registadas na sua rede móvel durante o festival NOS Alive e a vencedora incontestável foi Dua Lipa.
O concerto da artista anglo-albanesa conseguiu ter mais de 13 mil clientes da operadora a usar a rede em simultâneo, consumindo "quase dois Terabytes, o correspondente aos dados usados durante um dia no aeroporto de Lisboa", indica a operadora, que acrescenta que, só no dia de Dua Lipa como cabeça de cartaz, os festivaleiros ligados à rede móvel da operadora consumiram "mais de 6,7 Terabytes" de dados.
Os concertos de Pearl Jam e Smashing Pumpkins também registaram um tráfego muito próximo ao registado durante o concerto da cantora. Aliás, o concerto dos Smashing Pumpkins foi o concerto que registou "mais partilhas no espaço de uma hora" entre as 21h e as 22h.
Ao longo de todo o festival, Instagram, WhatsApp e Facebook foram as apps mais utilizadas "para partilhar os momentos mais emocionantes", sendo que, 15% dos utilziadores da rede móvel da operadora eram estrangeiros, vindos princiopalmente do Reino Unido, Espanha, França, Itália e Estados Unidos da América.
A NOS diz que o sucesso destes números se deve à grande operação aplicada no terreno, com a instalação "mais de 100 antenas, 16 das quais 5G, que permitiram oferecer serviços nos picos de utilização extrema de rede, minimizando falhas" e sem interferir com ações específicas e baseadas em 5G: "Mesmo com o grande consumo de dados, alcançou-se uma disponibilidade de rede móvel 4G e 5G superior a 99,7%, sem falhas registadas, e conseguiram-se velocidades médias 5G acima de 505 Mbps para downloads, e 78 Mbps para Uploads", frisa.
O NOS Alive decorreu entre os dias 11 e 13 de julho no Passeio Marítimo de Algés. A promotora Everything Is New já divulgou as datas para 2025: no próximo ano, o festival decorre de 10 a 12 de julho.
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Nova página disponibiliza informações úteis para os utilizadores, notícias e artigos de opinião.
por Bruno Micael Fernandes
A Diocese de Setúbal lançou esta terça-feira o seu novo portal. O endereço mantém-se em www.diocese-setubal.pt, mas a iniciativa quer tornar a comunicação da diocese com os fiéis.
A nova página surge no arranque das comemorações do Jubileu diocesano e vai disponibilizar informações sobre toda a atividade desempenhada naquela comunidade, incluindo "todas as informações relativas ao Jubileu, como horários das missas, questões e respostas sobre sacramentos, notícias sobre a vida da diocese e artigos de opinião que procuram ajudar a formar também por esta via digital", refere a diocese, citada pela Agência Ecclesia.
O novo website traz também um "novo design" e também o acesso a fotografias de eventos e atividades, vídeos dos vários responsáveis eclesiásticos, além de um acesso mais "facilitado às informações sobre cada Paróquia da Diocese", acrescenta.
A Diocese de Setúbal arrancou esta terça-feira, 16, com as celebrações do Jubileu, assinalando o 49.º aniversário da constituição daquela comunidade.
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Filme ficará disponível no serviço de streaming TVCine+.
por Bruno Micael Fernandes
Será um casamento para vida ou "um desastre à espera de acontecer"? É este o mote do filme "Beautiful Wedding: Um Casamento Maravilhoso", que estreia esta sexta-feira, 19, no canal TVCine TOP.
Baseado no bestseller erótico de Jamie McGuire e com argumento da própria autora e do realizador Roger Kumble, "Beautiful Disaster" é a sequela do filme "Beautiful Disaster – Um Desastre Maravilhoso", abordando um novo capítulo da história de Abby (Virginia Gardner) e Travis (Dylan Sprouse), depois de uma noite de excessos e de um casamento: "Abby e Travis acordam após uma noite de folia em Las Vegas e verificam que acabaram de se casar. Na companhia dos seus melhores amigos e com centenas de milhares de dólares ganhos no póquer, o grupo viaja para o México, onde irá gozar uma sumptuosa e louca lua de mel", refere o canal premium de cinema.
Mas o caos está mesmo ao virar da esquina e o casal "Trabby" vai ter escolher "se devem ficar juntos ou se o seu casamento é mais um desastre à espera de acontecer. Poderá a relação sobreviver a este grande compromisso?", acrescenta a estação.
A comédia romântica será exibida a partir das 21h30 e, após a emissão, ficará disponível no serviço de streaming TVCine+.
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"Diversidade musical" é o que promete o cartaz do festival Sons do Parque, que acontece já este fim de semana em Alijó.
Com um cartaz diversificado, o objetivo do festival trazer até à região uma "viagem pelo palco do Sons do Parque vai atravessar o soul, blues, funk, jazz, rock & roll, punk, grunge e garage, sem descurar a música portuguesa", frisa a autarquia alijoense em nota envida às redações.
Expresso Transatlântico, Steffan Morrison, Sven Hammond, The Twin Souls, Noa & The Hell Drinkers e Biblioteka compõem o cartaz do festival, assumindo-se assim como um "lugar especial para os alijoenses e para todos aqueles que visitam e querem voltar" e uma "uma prova viva de que a confluência de diferentes sonoridades e estilos musicais".
Os concertos acontecem no dia 19 e 20 de julho no Parque da Vila, em Alijó, e a entrada é gratuita. Todo o programa pode ser consultado no site oficial do festival.
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Filme “detalha o percurso dos jornalistas empenhados na busca incessante pela verdade" das agre
por Bruno Micael Fernandes
É filme que desvenda a história da reportagem que ajudou a espoletar o movimento #MeToo. "Ela Disse" estreia esta sexta-feira no canal TVCine Top.
Baseado no livro das repórteres do jornal The New York Times Megan Twohey e Jodi Kantor, o filme de Maria Schrader mostra o "impactante trabalho jornalístico" das duas jornalistas sobre "a verdade que muitos temiam contar sobre o assédio sexual em Hollywood": "[Elas] revelaram uma das histórias mais importantes de uma geração - uma história que quebrou décadas de silêncio em torno do tema da agressão sexual em Hollywood e impulsionou uma mudança na cultura americana que continua até hoje", refere o canal premium de cinema, acrescentando que o filme "detalha o percurso dos jornalistas e editores empenhados na busca incessante pela verdade, e realça a coragem das vítimas e testemunhas que escolheram apresentar-se para impedir um predador em série de cometer mais danos".
Corey Mulligan, Zoe Kazan, Samantha Morton, Patricia Clarkson e Tom Pelphrey fazem parte do filme que é descrito pelo canal como "uma obra sensível e destemida sobre uma investigação que irá ficar para a história".
"Ela Disse" irá para o ar a partir das 21h30 e ficará também disponível no serviço de streaming TVCine+.
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Os profissionais podem aproveitar os meses de verão e impressionar ainda mais os seus atletas/client
por BOOMFIT
O verão chegou finalmente!
Se és Personal Trainer, tens aqui uma oportunidade única de impressionar ainda mais os teus atletas, oferecendo treinos diferentes dos habituais e, claro está, sair da rotina.
A BOOMFIT juntou-se a Raquel Antunes, uma expert no mundo Fitness, para ajudar todos os Personal Trainers a darem um boost à sua oferta, tornando-se ainda mais completos e comprometidos com a sua comunidade.
Treinar fora de portas é “sair da rotina habitual”
A Raquel é “completamente” apologista de treinos ao ar livre! Para ela, este tipo de treino pode ser um meio de “trazer mais motivação” e de “melhorar o humor, sobretudo se estivermos em contacto com a natureza”, trazendo também um elemento extra às sessões: “Dependendo do local escolhido para treinar, é possível conseguirmos sessões desafiantes até mesmo com o peso corporal”, diz, acrescentando que gosta de usar a “combinação entre exercícios numa cadência mais lenta e exercícios pliométricos, como, por exemplo, walking lunges combinados com agachamentos pliométricos” ou a “alternância entre membros inferiores e superiores em forma de circuito. Se, no local da sessão, houver um banco ou muro pequeno, é também interessante aproveitar [isso] para conseguir incluir na sessão outros exercícios como os Bulgarian split squat, step ups, flexões com pés elevados, etc.”, acrescenta.
Para os atletas, isso vai trazer um novo impulso, até porque “é natural que, nesta altura do ano, os alunos estejam mais ‘desligados’ do treino”, diz Raquel, sublinhando que as sessões ao livre fazem com que o atleta saia da “rotina habitual” e possa “testar diferentes limites”, pondo à prova a sua força em “exercícios calisténicos como elevações, dips ou flexões. São certamente benefícios que podemos retirar de uma sessão ao ar livre”, sustenta.
É “importante” consciencializar para a prática de exercício ao longo de todo o ano
No entanto, para Raquel, é absolutamente normal que todos os profissionais sintam um menor interesse por parte dos atletas durante o verão, até porque “a grande fatia dos seus clientes/alunos não são atletas profissionais, mas sim pessoas que procuram determinados resultados estéticos e de saúde, ou seja, pessoas com uma maior facilidade para se desligarem do treino”. Por isso, a profissional sugere que cada personal trainer “tenha isto em mente e se prepare para estes meses”, mas sempre incutindo no atleta a necessidade de que o treino não é bom só durante uns meses: “É importante que, ao longo do ano, haja um esforço para se consciencializar o atleta de que a prática de exercício deve ser mantida ao longo de todo o ano, falando sobre os benefícios que isso representa”.
Os profissionais devem também criar outras formas de manter os clientes/atletas, especialmente aqueles que trabalham de forma presencial ao domicílio ou num espaço fitness em nome próprio: “É cada vez mais importante terem ferramentas para permitir que os seus clientes treinem consigo mesmo fora do ginásio”, diz Raquel, acrescentando que o caminho pode passar por criar “packs de treino on-line (via “Zoom” ou outras plataformas), de forma a que o cliente se mantenha a treinar e claro, que a faturação tenha uma quebra menor nestes meses de verão”.
Considerações finais
Para Raquel, os treinos ao ar livre são o boost necessário, até porque o atleta “sai da rotina”, trazendo benefícios para sessão, mas também para o atleta ele próprio pois pode “testar diferentes limites” e, até, quebrá-los!
Por isso, a profissional recomenda que este tipo de treinos seja incutido aos clientes, permitindo criar novas dinâmicas de treino, tirando-os da zona de conforto e dando um impulso em meses habitualmente menos ativos.
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Desde a limpeza à substituição de peças gastas, todos os pormenores contam para manter o teu instrum
por Fernando Gonçalves
A manutenção dos teus instrumentos musicais é mais do que uma questão estética: é essencial para garantir não só a sua longevidade, mas também a qualidade do som que produzem.
É por isso que cuidar bem dos teus instrumentos pode fazer uma diferença significativa no seu desempenho.
Neste artigo, damos-te algumas dicas práticas de manutenção para que possas prolongar a vida dos teus instrumentos musicais e garantir que estão sempre prontos a funcionar no seu melhor.
Se ainda assim preferires acompanhamento profissional, numa loja de instrumentos musicais de confiança, poderás encontrar toda a ajuda necessária para navegar por esta e outras questões.
Manutenção de instrumentos de cordas
Guitarras e Baixos
As guitarras e os baixos são instrumentos sensíveis que requerem cuidados específicos. Eis alguns conselhos essenciais:
Limpeza regular Após cada sessão, limpa as cordas e o corpo do instrumento com um pano seco e macio para remover gordura e sujidade. O suor pode corroer as cordas e danificar o acabamento do corpo da guitarra.
Mudança de cordas Muda as cordas regularmente. As cordas velhas perdem o brilho e podem partir-se facilmente. Se tocas diariamente, considera mudar as cordas a cada 2-3 meses.
Hidratação do braço Utiliza um óleo específico para hidratar o braço da guitarra, especialmente se for feito de madeira não envernizada. Assim, evitas o aparecimento de fissuras e manténs a madeira em bom estado.
Ajuste do tensor O tensor regula a curvatura do braço da guitarra. Um braço demasiado curvo ou demasiado direito pode afetar a tocabilidade e a entoação. Se não te sentires à vontade para fazer este ajuste, leva o instrumento a um profissional.
Violinos, Violas e Violoncelos
Estes instrumentos de cordas clássicos também requerem uma atenção cuidada:
Limpar o arco Limpa o arco com um pano seco para remover a resina acumulada. Não toques na crina do arco com os dedos, pois a gordura da pele pode danificá-la.
Aplicar resina Aplica resina no arco regularmente para garantir um bom som. No entanto, não exageres, pois o excesso de resina pode criar uma camada pegajosa nas cordas.
Armazenamento correto Guarda o instrumento num estojo rígido para o proteger de impactos e variações de temperatura. Evita expô-lo a mudanças bruscas de temperatura e humidade, pois isso pode provocar fissuras na madeira.
Manutenção de Instrumentos de Sopro
Instrumentos de madeira
Instrumentos como flautas, clarinetes ou oboés são feitos de materiais sensíveis que requerem cuidados específicos:
Limpeza interna Utiliza escovas e panos para limpar o interior do instrumento após cada utilização. Isto remove a humidade acumulada que pode danificar o instrumento ao longo do tempo.
Hidratação da madeira Aplica óleos específicos para manter a madeira hidratada e evitar fissuras. No entanto, fá-lo com moderação e segue as instruções do fabricante.
Cuidados com as chaves Verifica regularmente se as chaves estão bem ajustadas e sem folgas. Lubrifica-as com um óleo específico para garantir um movimento suave.
Instrumentos de Metal
Os trompetes, trombones, saxofones e outros instrumentos de metal também necessitam de uma manutenção regular:
Limpeza dos tubos e das válvulas Desmonta o instrumento e limpa os tubos internos com escovas adequadas. As válvulas e os pistões devem ser limpos e lubrificados regularmente para evitar que fiquem presos.
Cuidados com o verniz Evita tocar no instrumento com as mãos sujas ou oleosas, pois isso pode danificar o verniz. Limpa o exterior do instrumento com um pano macio após cada utilização.
Armazenamento Guarda o instrumento num estojo adequado para o proteger de impactos e variações de temperatura. Nunca deixes o instrumento exposto à luz solar direta ou em ambientes muito húmidos.
Manutenção do instrumento de teclado
Pianos e Teclados
Os pianos e teclados são investimentos significativos e necessitam de cuidados adequados para manter a sua funcionalidade e qualidade de som:
Afinação regular Os pianos acústicos devem ser afinados por um técnico profissional pelo menos duas vezes por ano. A afinação regular mantém o piano em boas condições e evita danos estruturais.
Limpeza das teclas Limpa as teclas com um pano ligeiramente humedecido com água. Evita produtos químicos que possam danificar as teclas. Para os teclados eletrónicos, utiliza produtos específicos recomendados pelo fabricante.
Controlo da humidade Mantém o piano num ambiente com humidade controlada. Uma humidade excessiva ou insuficiente pode afetar a madeira e o mecanismo interno do piano.
Manutenção de instrumentos de percussão
Baterias e grandes instrumentos de percussão
Os instrumentos de percussão, como os tambores, também requerem uma manutenção regular:
Substituição de peles As peles dos tambores devem ser substituídas regularmente, especialmente se mostrarem sinais de desgaste ou danos. As peles velhas afetam a qualidade do som.
Afinação Afina a bateria regularmente para manter um som consistente. Utiliza uma chave de afinação para ajustar a tensão das peles de forma homogénea.
Limpeza dos pratos Limpa os pratos com produtos específicos para remover a sujidade e as impressões digitais. Evita produtos abrasivos que possam danificar a superfície.
Instrumentos de percussão mais pequenos
Os instrumentos como as congas, bongos ou pandeiretas também necessitam de alguns cuidados:
Hidratação do couro As peles naturais devem ser hidratadas com produtos específicos para evitar que sequem e rachem.
Armazenamento correto Guarde estes instrumentos em locais secos e evite a exposição direta ao sol ou a variações extremas de temperatura.
Manutenção de equipamentos de áudio
Para além dos instrumentos, os equipamentos de áudio como amplificadores, pedais de efeitos e mesas de mistura também requerem atenção:
Limpeza externa Limpa regularmente a superfície do equipamento com um pano seco. Evita utilizar produtos líquidos que se possam infiltrar e causar danos internos.
Verificação dos cabos e ligações Inspeciona os cabos e os conectores para garantir que não existem sinais de desgaste ou de mau contacto. Os cabos danificados podem afetar a qualidade do som e provocar ruídos indesejados.
Armazenamento Guarda o equipamento num local seco e protegido do pó. Utiliza capas e caixas adequadas para evitar danos durante o transporte.
Conclusão
A manutenção adequada dos teus instrumentos musicais é crucial para garantir a longevidade e a qualidade do seu som.
Desde a limpeza regular à substituição de peças gastas, todos os pormenores contam para manter o teu instrumento em perfeitas condições.
Se precisares de acessórios musicais ou de equipamento de qualidade, visita uma loja de instrumentos musicais de confiança, onde encontrarás tudo o que precisas para cuidar bem do teu companheiro musical.
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