A televisão ucraniana em tempo de guerra: a tão necessária unidade ou uma “maratona de propaganda”?

Membro do governo defende que maratona é “uma resposta eficiente a uma necessidade óbvia de coordenar a informação oficial em tempos de guerra”.
A televisão ucraniana em tempo de guerra: a tão necessária unidade ou uma “maratona de propaganda”?
Presidência da Ucrânia (Domínio Público/Flickr)
Este artigo foi publicado há, pelo menos, 8 meses, pelo que o seu conteúdo pode estar desatualizado.

Este artigo é uma tradução para português de Portugal dum artigo em inglês da Radio Free Europe/Radio Liberty (RFE/RL), publicado no dia 23 de julho de 2023.


Se mudarmos de um canal de notícias ucraniano para outro, é provável que encontremos exatamente o mesmo programa de que acabamos de mudar.

Durante anos, a televisão local ucraniana tinha muita variedade, com vários dos principais canais a apresentarem notícias de uma forma que acentuava a sua independência ou que promovia a agenda dos seus proprietários milionários e dos seus aliados políticos.

A guerra mudou isso. Radicalmente.

Desde que a Rússia lançou a sua invasão em grande escala, em fevereiro de 2022, os principais canais têm transmitido o mesmo conteúdo partilhado, uma grelha de 24 horas por dia conhecida como Maratona Televisiva “United News”, e que coproduzem em coordenação com altos funcionários estatais.

Inicialmente, a maratona foi amplamente vista como um elemento de defesa contra a tentativa da Rússia de subjugar a Ucrânia. Mas, vários meses depois, à medida que a guerra segue sem um fim à vista, aumentam as preocupações sobre o controlo e a influência excessivos do Estado sobre os meios de comunicação social.

A “maratona de propaganda” tornou-se “um desfile de discursos oficiais e discussões simbólicas que não respondem à maioria das questões que os cidadãos colocam diariamente”, escreveu Kateryna Serhatskova, chefe de redação do ógão de comunicação social independente Zaborona, numa coluna sobre o tema, publicada no passado mês de junho.

Uma “questão de segurança nacional”

No passado dia 20 de julho, o presidente Volodymyr Zelenskyy disse ter pedido ao primeiro-ministro Denys Shmyhal para “considerar a substituição” do ministro da Cultura e da Política de Informação Oleksandr Tkachenko, uma figura-chave por detrás da maratona televisiva. Horas mais tarde, Tkachenko informou que tinha apresentado a sua demissão e afirmou que o tinha feito antes de ter conhecimento da sugestão de Zelenskyy para que fosse demitido.

Há meses que Tkachenko tem vindo a ser criticado pela sociedade civil em relação a uma série de assuntos, mas a gota de água foi, aparentemente, a insatisfação pública com as despesas do ministério, em particular com um plano para a produção de filmes e séries televisivas apoiados pelo Estado.

A demissão de Tkachenko está sujeita à aprovação do Parlamento. Ainda não é claro como é que a sua provável saída irá afetar a maratona.

Numa entrevista à RFE/RL a 21 de junho, Tkachenko rejeitou as críticas à sua política de comunicação social e à maratona televisiva, afirmando que estas partem de uma “perspetiva errada”.

“Estamos em guerra e isso mudou o mindset e o comportamento de todos os meios de comunicação social na Ucrânia”, disse Tkachenko. “Numa realidade de lei marcial, todos precisam de seguir as restrições limitadas impostas pelos militares em prol da segurança e dar prioridade às declarações oficiais.”

Num decreto de 19 de março de 2022, que impôs uma “política de informação unificada” sob a lei marcial, Zelenskyy chamou a nova política como sendo uma “questão de segurança nacional” e definiu a maratona como uma “plataforma única de informação para comunicação estratégica”.

A lei ucraniana permite que as autoridades assumam o controlo dos meios de comunicação social, interrompam o seu trabalho e introduzam a censura militar em tempos de guerra. Neste contexto, os apoiantes afirmam que a política de comunicação social seguida por Zelenskyy e pelo seu governo é moderada.

A maratona, segundo disse Tkachenko à RFE/RL na entrevista, é “simplesmente uma resposta eficiente a uma necessidade óbvia de coordenar a informação oficial em tempos de guerra”.

“Algo semelhante a um milagre”

A organização de algumas das maiores emissoras ucranianas nos angustiantes primeiros dias da invasão, quando as forças russas cercaram Kiev, foi vista por muitos como uma necessidade e, no frágil mundo dos meios de comunicação ucranianos, como “algo semelhante a um milagre”, disse à RFE/RL Yana Lyushnevskaya, analista sénior do serviço de monitorização da BBC em Kiev.

Com a Rússia a espalhar desinformação em grande escala, muitos jornalistas a abandonarem Kiev e com a dificuldade em obter informações rápidas e precisas, a maratona televisiva assegurou a continuação das transmissões em direto e, segundo os seus defensores, ajudou a travar o ataque inicial russo e a preservar o estado ucraniano.

A grelha de 24 horas por dia/7 dias por semana consiste em faixas horárias de seis horas que são produzidas de forma independente pelos canais que participam na maratona televisiva. Isto resulta em algumas discrepâncias e numa qualidade variada da cobertura, disse Lyushnevskaya, mas acrescentou que, na altura em que o sistema foi criado, as atualizações das autoridades e dos militares, bem como as informações verificadas dos repórteres no terreno, revelaram-se cruciais e, por vezes, até salvaram vidas.

A estratégia televisiva em tempo de guerra desenvolvida pelos produtores da maratona inclui alertas imediatos sobre ameaças de ataques aéreos, códigos QR no ecrã para angariação de fundos para as forças armadas, análises regulares na linha da frente com mapas e dados sobre as perdas russas, spots animados extremamente patrióticos que se assemelham a anúncios publicitários e linguagem pesada.

Os apresentadores dos blocos noticiosos cumprimentam os convidados em estúdio com o slogan “Glória à Ucrania!” (ao que os convidados respondem “Glória aos heróis!”) e as entrevistas terminam frequentemente com “Morte ao inimigo!”. Expressões como “juntos somos mais fortes”, “depois da vitória” e “os nossos rapazes” são comuns, assim como palavras frequentemente utilizadas para denegrir a Rússia e os russos, como “ogres”.

Só por convite

Inicialmente, a maratona incluía seis canais: o canal parlamentar Rada, o operador público Suspilne e quatro canais comerciais: ICTV/STB, 1+1, Inter e Ukraine 24, controlados ou estreitamente ligados aos magnatas Viktor Pinchuk, Ihor Kolomoyskiy, Dmytro Firtash e Rinat Akhmetov, respetivamente.

Segundo Tkachenko, que foi durante muito tempo diretor do grande grupo de media 1 + 1 , a ideia da maratona televisiva partiu “do diretor de um dos canais”. Mas muitos dos meios de comunicação social duvidam disso e alguns – incluindo uma pessoa familiarizada com o assunto, que falou sob condição de anonimato devido a receios de represálias – afirmam que a emissão conjunta foi uma iniciativa do gabinete de Zelenskyy e de Tkachenko.

Svitlana Ostapa, vice-diretora da entidade de monitorização dos meios de comunicação Detetor Media e presidente do conselho de supervisão da Suspilne, disse à RFE/RL que, no primeiro dia da invasão em grande escala, Tkachenko informou-a de que as frequências da emissora pública seriam tomadas pela Rada TV, sem fornecer uma informação oficial sobre a tomada de controlo.

Para além de um início não totalmente transparente, também é verdade que nem todos os grandes operadores foram convidados para a “festa”. O Channel 5 e o Pryamiy, que estão ligados ao antigo Presidente Petro Poroshenko, não foram incluídos na maratona, tal como a Espreso TV, um canal com orientação de apoio à oposição. Além disso, estes três canais foram expulsos do sistema nacional de televisão digital terrestre em abril de 2022, limitando-os apenas à transmissão via satélite e streaming.

Na entrevista à RFE/RL, Tkachenko disse que os canais não foram incluídos na maratona porque os seus gestores e o ministério “não conseguiram chegar a um compromisso”. Contudo, não deu mais pormenores.

Anastasia Ravva, chefe de redação da Espreso TV, disse à RFE/RL que o canal não recebeu qualquer proposta de participação no início da invasão em grande escala.

“Na altura, a ausência da Espreso na maratona pareceu estranha”, disse, acrescentando que, agora, pensa que foi melhor assim porque os espetadores ucranianos “têm pelo menos uma alternativa”.

Ravva disse ainda que as autoridades nunca explicaram porque é que acabaram com o acesso do canal ao sistema de TDT, o que levou a uma perda significativa da sua audiência, e manifestou a esperança de que “reconheçam o seu erro”.

A mão do Estado?

Os críticos argumentam que o governo excluiu alguns órgãos de comunicação social importantes da maratona televisiva E também introduziu o controlo estatal sobre os que aderiram, coordenando o seu trabalho e cofinanciando-os.

Tkachenko nega.

“Não existe uma grande redação que eu possa controlar”, disse à RFE/RL, “mas sim seis canais com os seus próprios jornalistas e com as suas rotinas editoriais”. O sistema de seis horas de programação reflete essa autonomia, acrescentOU.

Ostapa afirmou que os canais da maratona televisiva elaboram os seus conteúdos editoriais de forma independente e que a Suspilne, que foi criada após os protestos na Euromaidan e que afastaram do poder o Presidente Viktor Yanukovych, amigo de Moscovo, em 2014, e que está agora a ganhar destaque, tenta dar o exemplo de padrões jornalísticos e imparcialidade aos outros.

A jornalista afirmou ainda que a saída da maratona, apesar de teoricamente possível, criaria problemas significativos e impediria o desenvolvimento do canal Pershiy, o principal canal da Suspilne, uma vez que este não faria parte da emissão unificada, tendo de ser ele próprio a transmiti-la.

Além disso, uma pessoa sob anonimato e com conhecimento das operações afirmou que Tkachenko “influencia manualmente” as decisões editoriais.

Tkachenko afirmou estar “em contacto” com vários grupos de pessoas que trabalham nas operações da maratona, mas rejeitou esta acusação. Afirmou também que o financiamento parcial dos canais pelo Estado, com cerca de 600 milhões de hryvnyas (cerca de 15 milhões de euros) atribuídos à maratona através de vários instrumentos no orçamento de 2023, não afeta a sua independência editorial.

“Na verdade, o financiamento estatal da televisão na Ucrânia é insignificante em comparação com o que os russos estão a fazer em relação ao financiamento da sua própria propaganda”, disse.

Tkachenko afirma que “os números falam por si”. O responsável referiu um inquérito realizado pela organização independente “Internews”, que indica que, dos 36% de ucranianos que recebem notícias da televisão, cerca de 94% têm conhecimento da maratona televisiva e 96% dessas pessoas vêem-na todos os dias, enquanto 84% confiam nela.

“Estes são números muito elevados para a confiança nos media na Ucrânia e mostram que a aratona é um sucesso”, disse.

Os críticos dizem que não é bem assim.

Uma sondagem realizada pela Detetor Media, que fez pergutnas diferentes, apresenta um quadro também ele muito diferente. De acordo com esta sondagem, cerca de 45% dos ucranianos consideram que a transmissão de um único ponto de vista oficial é inaceitável, mesmo em tempo de guerra, e cerca de 70% procuram informação noutras fontes devido à falta de perspetivas diferentes na emissão.

Presidência da Ucrânia (Domínio Público/Flickr)

“Grande operação de relações públicas

Os críticos dizem que, à medida que a guerra continua, a maratona televisiva se está a tornar, como disse Lyushnevskaya, numa “enorme operação de relações públicas” para Zelenskyy, para os seus aliados políticos e para o seu partido Servo do Povo, que detém a maioria na Verkhovna Rada, o parlamento ucraniano. As forças da oposição, especialmente a fação ligada a Poroshenko e ao seu partido Solidariedade Europeia, são frequentemente atacadas e normalmente não têm forma de se defenderem na emissão.

De acordo com uma análise da Detetor Media, de janeiro a março deste ano, cerca de 65% dos deputados da Rada convidados para o estúdio pertenciam ao Servo do Povo, que detém 241 lugares na legislatura – cerca de 59%. Outros 17% pertenciam ao partido A Voz, 6% ao Batkivshchyna, 4% ao partido Dovira e 4% ao Solidariedade Europeia, que estava substancialmente sub-representado na maratona, uma vez que detém 27 lugares no parlamento, ou seja, 6%.

Entretanto, vários colaboradores próximos de Zelenskyy, da sua carreira pré-política como comediante e ator, têm agora os seus próprios programas na maratona televisiva. Alguns deles atuaram na série “Servo do Povo”, sobre um presidente acidental ena qual o futuro presidente era o personagem principal, produzida pela 1+1<nota>a série está disponível em Portugal na Netflix</nota>. Aliás, o nome do partido político reflete o nome do programa.

Os veteranos da série Yevhen Koshoviy e Oleksandr Pikalov apresentam um programa noticioso satírico, o “Bayraktar News”, que faz troça da propaganda russa e transmite pontos de discussão política que vão muito além do espírito ostensivamente apolítico e unificador da maratona televisiva. E o Studio Kvartal 95, que foi co-fundado por Zelenskyy e conhecido pelo seu humor político agudo no passado, continua a produzir e a transmitir programas de comédia que apoiam as autoridades e ridicularizam os seus opositores.

A maratona também tem sido criticada por dar espaço a jornalistas anteriormente associados a posições pró-russas, em especial os que no passado estiveram ligados a canais controlados por Akhmetov, o homem mais rico da Ucrânia. Alguns deles saíram depois de uma petição que pedia o seu afastamento ter sido assinada por dezenas de grandes nomes dos meios de comunicação ucranianos, mas outros permanecem, apesar de Akhmetov ter anunciado o encerramento de todos os seus canais em julho de 2022.

Em novembro, antigos funcionários do seu canal Ukraine 24 criaram um novo canal, o My-Ukraine, que participa na emissão e tem uma relação amistosa com o gabinete de Zelenskyy, segundo Ostapa.

Mudança de paradigma

O surgimento da maratona poderá ter posto fim a uma era em que um punhado de bilionários, conhecidos como oligarcas, detinha grande influência sobre os meios de comunicação social na Ucrânia. A perda de influência dos magnatas na televisão é “uma mudança de paradigma para os meios de comunicação ucranianos”, disse à RFE/RL Borys Davydenko, chefe de redação da edição ucraniana da revista Forbes.

Os magnatas foram duramente atingidos pela invasão em grande escala, com os seus negócios destruídos em alguns casos e com a economia do país em crise.

“Por isso, pouco fizeram para se opor à aquisição de facto e, pelo menos, temporária dos seus meios de comunicação social, que se encontravam sobretudo no lado das despesas e não no dos lucros”, disse Davydenko.

O desmantelamento do império dos meios de comunicação social de Akhmetov foi o último capítulo de um confronto dramático entre o antigo empresário sediado em Donetsk e Zelenskyy, que se desenrolou pouco antes da invasão em grande escala, sobre a chamada “lei anti-oligárquica” destinada a limitar a influência dos magnatas nos meios de comunicação social.

Em fevereiro de 2021, antes da batalha política sobre a legislação, Zelenskyy encerrou três redes de televisão controladas por Viktor Medvedchuk, um importante político que tem ligações próximas com o presidente russo Vladimir Putin e que foi posteriormente preso por acusações de traição e entregue à Rússia numa troca de prisioneiros. Um mês depois, a Ucrânia lançou um canal estatal de língua russa, a Freedom TV, e que continua a emitir <nota>o canal está disponível em Portugal nas operadoras MEO, NOS e Vodafone</nota>.

Antes, em 2014, depois de a Rússia ter ocupado a Crimeia e fomentado a guerra na região oriental do Donbas, a Ucrânia proibiu a maioria dos canais de televisão russos. Em 2017, o governo introduziu quotas linguísticas nas emissões de rádio e televisão e proibiu as principais redes sociais russas, como a VKontakte.

Desde o início da invasão em grande escala que a televisão e outros meios de comunicação tradicionais têm sido gradualmente destronados pelo Telegram, disse Lyushnevskaya. De acordo com o inquérito da Internews, 74% dos ucranianos optam pelas redes sociais, principalmente o Telegram, quando querem saber as últimas notícias. Os números correspondentes para sites de notícias, televisão, rádio e imprensa escrita são 42%, 36%, 11% e 3%, respetivamente.

Tkachenko disse estar convencido de que “a era dourada da televisão acabou” e que, depois da guerra, o panorama dos media na Ucrânia será “definitivamente diferente”. Afastando as críticas ao aumento do controlo governamental sobre a televisão, afirmou que a Ucrânia “precisa de mais ferramentas para combater a desinformação russa”, como a regulamentação das plataformas de redes sociais e dos comunicadores e a coordenação da informação estratégica com a União Europeia e a NATO.

Davydenko, pelo contrário, advertiu que, à medida que a guerra avança, a sociedade pode ser tentada por uma figura de homem forte, potencialmente Zelenskyy, e a maratona televisiva pode ser uma ferramenta útil para políticos com tendências autocráticas.

“Mas essa perspetiva ainda está distante”, disse.

Um “trágico julgamento”

Atualmente, há alguns sinais encorajadores para os meios de comunicação ucranianos, disse à RFE/RL Kateryna Dyachuk, analista do Instituto de Informação de Massas, sediado em Kiyv.

Nos primeiros meses da ofensiva russa, a unidade era tão forte que as críticas ao governo praticamente se evaporaram. Muitos jornalistas admitiram que se concentraram em lidar com a realidade do tempo de guerra e, por vezes, optaram pela auto-censura.

Mas os meios de comunicação social regressaram gradualmente ao seu papel tradicional e as investigações sobre a corrupção e os relatórios sobre os problemas internos voltaram a surgir, no meio de esforços contínuos para expor os pormenores dos massacres, dos abusos e de muitas formas de actos criminosos que a Rússia está a infligir aos ucranianos na invasão não provocada.

Apesar da guerra e dos problemas económicos, com mais de 230 meios de comunicação social encerrados devido à ocupação russa, a ameaças físicas ou a pressões financeiras, a Ucrânia subiu do 106.º para o 79.º lugar no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa em 2023, compilado anualmente pela Repórteres Sem Fronteiras.

E isso aconteceu após o que Dyachuk descreveu como o “julgamento mais trágico da história da imprensa ucraniana”.

De acordo com o programa de monitorização dos crimes de guerra russos do instituto, as forças russas mataram 63 jornalistas e profissionais de comunicação ucranianos desde o início da invasão em grande escala, 10 deles enquanto trabalhavam e os outros enquanto serviam como soldados ou noutras circunstâncias. Para além disso, 18 jornalistas ficaram feridos, 14 estão desaparecidos e 22 foram raptados.

As forças russas também apreenderam ou destruíram 10 redações, bombardearam 16 torres de televisão e desligaram as transmissões ucranianas nos territórios ocupados.

O instituto documentou 519 crimes contra jornalistas e meios de comunicação social na Ucrânia desde o início da invasão em grande escala.

“Há muita dor e raiva entre os jornalistas ucranianos e os trabalhadores dos meios de comunicação social, mas também há um sentimento de otimismo”, disse Dyachuk. “Apesar das perdas, estamos a ficar mais fortes”.

Copyright (c)2024 RFE/RL, Inc. Used with the permission of Radio Free Europe/Radio Liberty, 1201 Connecticut Ave NW, Ste 400, Washington DC 20036.

Total
0
Partilhas
Artigo anterior
Investigadores aproveitam o pó da cortiça para remover poluentes das águas

Investigadores aproveitam o pó da cortiça para remover poluentes das águas

Artigo seguinte
Adeus, FOX! Olá, STAR!

Adeus, FOX! Olá, STAR!

Há muito mais para ler...