Tondela: estudantes da UAveiro criam artefactos artesanais inspirados em peças tradicionais

Autarquia pretende que iniciativa tenha continuidade e “ganhe sustentabilidade económica”.
Município de Tondela
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Cerca de 20 estudantes da Universidade de Aveiro (UAveiro) estiveram durante a última semana em várias aldeias do concelho de Tondela para criar “uma nova geração de artefactos artesanais que cruzassem a tradição com o olhar contemporâneo”. As peças criadas foram apresentadas este domingo.

A ação “UA.LABDESIGN“, organizada pela autarquia tondelense, pela Associação das Mulheres Agricultoras de Castelões (AMACastelões) e pela UAveiro, através do Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura e do Departamento de Comunicação e Arte, permitiu a criação de peças de design usando materiais endógenos como o burel1tecido artesanal feito de ovinos de raça Serra da Estrela ou o linho. Segundo uma nota da autarquia, ao longo da última semana, o laboratório promoveu quatro workshops em Múceres, Castelões (dedicado ao linho e ao digital), na Ribeira, em Campo de Besteiros (dedicado à madeira) e no Caramulo (dedicado ao burel). Do laboratório, surgiram peças como sapatos de burel ou candeeiros de madeira com linho. Além dos 20 estudantes, também estiveram envolvidos cinco professores e dois investigadores

“Para nós efetivamente este é um momento histórico e ficámos muito agradados porque este projeto, que começou no linho, teve, depois, a capacidade de ir buscar o burel, um conjunto de saberes e reuni-los nas suas mais variadas vertentes, incorporando conhecimento e metodologias”, referiu a presidente da Câmara Carla Antunes Borges na sessão de apresentação que decorreu na sede da AMACastelões. Já Nuno Dias, coordenador do UA.LABDESIGN, considera o dia “especial. Esta foi uma experiência de sonho que se concretizou, do qual espero não acordar”, sublinhou.

O projeto resultará num livro, num documentário e num site, que vão documentar todas as atividades. No entanto, o objetivo da autarquia é que a iniciativa tenha continuidade, abrangendo outros produtos como o barro negro ou a tanoaria: “Queremos que seja um projeto que vá para fora de portas, que ganhe sustentabilidade económica e social e que seja um projeto de futuro”, assumiu a autarca.

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