Partilha de conta Netflix deixa de ser permitida em Portugal

Empresa justifica-se que uma subscrição “destina-se a ser usada numa residência”.
freestocks/Unsplash
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Ameaçou, recuou, mas é mesmo para avançar… agora. A Netflix anunciou a aplicação das medidas contra a partilha de contas em quatro territórios, entre os quais Portugal, a partir desta quarta-feira.

Num comunicado assinado pelo diretor de Inovação de Produtor Chengyi Long, a empresa justifica-se que a partilha de contas está afetar o negócio: “Hoje, mais de 100 milhões de residências partilham contas, o que impacta a nossa capacidade de investir em séries e filmes de grande qualidade“, diz o responsável, reforçando que “uma conta Netflix destina-se a ser usada numa residência e os membros têm à sua escolha vários planos, com diferentes características”.

A nova medida vai passar a estar em vigor no Canadá, Espanha, Nova Zelândia e Portugal e, diz a empresa, dará aos subscritores “controlo sobre quem tem acesso à sua conta” com novas funcionalidades como a definição de uma localização principal, associada à rede sem fios, assim como a possibilidade de dar acesso a um membro adicional à subscrição por mais 3,99 euros cada.

Este novo tipo de “membro adicional” terá um perfil totalmente à parte da conta principal, com acesso, recomendações e listas próprias. No entanto, só pode ser adquirido se se subscrever os planos “Standard” (1 membro adicional) e “Premium” (2 membros adicionais). No limite, para uma subscrição “Premium” com 2 membros adicionais, o serviço terá um custo mensal 23,97€. Em Espanha, este preço será muito superior: uma subscrição “Premium” com dois membros adicionais no país vizinho fica a 29,97€.

“Como é habitual, estas novas funcionalidades serão aperfeiçoadas com base no feedback dos nossos membros, para podermos melhorar a Netflix nos próximos anos.”, conclui.

Em Portugal, a Netflix era a líder nas plataformas de streaming. Segundo dados de um estudo promovido pela Multidados em março de 2022, a partir de uma amostra de mil pessoas, a plataforma era a mais acedida, com 79,1% das preferências, seguindo-se a HBO Max, com 25,2%. No entanto, 21,6% dos subscritores portugueses diziam não saber se desejavam manter a sua assinatura.

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