Fim de Semana de Bons Sons em Cem Soldos

Aldeia de Tomar espera receber cerca de 35 mil festivaleiros
Bons Sons
Bons Sons em Cem Soldos
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Viver a Aldeia Cem Soldos com Bons Sons é para todos. A partir de hoje, 12 de agosto, e até ao dia 15, as ruas transformam-se em recinto de Festival onde os concertos, exposições e as curtas-metragens convivem em harmonia com atividades paralelas desenhas para envolver o público nas histórias desta aldeia do concelho de Tomar.

De acordo com o Sport Clube Operário de Cem Soldos, responsável pelo Festival, são esperadas cerca de 35 mil pessoas nesta localidade de 650 habitantes.

A edição deste ano apresenta-se com menos dois palcos e mais concertos nas ruas. A proposta da organização é para que haja uma vivência mais próxima entre artistas e público.

Entre as iniciativas que irão acontecer nas ruas destaca-se Omiri, um projeto a solo do músico multinstrumentista Vasco Ribeiro Casais. “Uma recolha muito etnográfica dos cantares e das lengalengas que se fazem em Cem Soldos”, revela à Lusa o diretor artístico do Festival, Miguel Atalaia. O resultado deste trabalho irá ser projetado na parede da Igreja, apresentando-se com “uma roupagem ‘folk’, eletrónica”.

Já a Música Portuguesa a Gostar dela Própria leva às ruas de Cem Soldos os Peixinhos da Horta, Toy e Emanuel, João Francisco e Mazela.

Bons Sons é um Festival que pretende chegar a todos os públicos, e que “não vai à procura daquilo que está mais na berra, querendo ter uma oferta muito eclética e diversificada”, sublinha o diretor do Bons Sons.

Destaque também para um projeto dos 5.ª Punkada, ligado à associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, que colocará “em cima do palco pessoas em cadeiras de rodas, num espetáculo muitíssimo interessante”, acrescentou Miguel Atalaia.

“30 por uma Linha” é outra das grandes novidades desta 11º edição. Uma iniciativa que irá promover “percursos interpretativos pela diversidade, que percorrem a aldeia e a massa florestal em redor”, explicou Miguel Atalaia. O festival retoma também projetos inaugurados em 2019, como o “percurso sonoro feito por Ana Bento, mas desta vez através de ‘áudio walks’, em que as pessoas poderão fazer todo o percurso com auscultadores, num momento muito imersivo com aquilo que é a história da aldeia, das alcunhas, às histórias e às pessoas”.

A animação musical nos palcos Lopes Graça, Zeca Afonso, Giacometti, Aguardela, Variações e Carlos Paredes será assegurada por nomes como Marta Ren, Cassete Pirata, Lena d’Água, Rui Reininho, Aldina Duarte, Pluto, Fado Bicha, A Garota Não, entre muitos outros.

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