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Leonardo da Vinci, o cientista

A sua curiosidade insaciável e a sua forma de ver o mundo ficou registada nos seus inúmeros cadernos que revelam o esplendor da sua mente brilhante.
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A “Mona Lisa” é uma das pinturas mais reconhecidas no mundo. O seu autor, Leonardo da Vinci (1452-1519), era bem mais do que um pintor. A sua curiosidade insaciável e a sua forma de ver o mundo ficou registada nos seus inúmeros cadernos que revelam o esplendor da sua mente brilhante. Os seus desenhos incluem potenciais formas de voar, passando por máquinas de guerra e até mapas de cidades pormenorizados e inovadores. O florentino foi, portanto, a definição do eclético homem do renascimento. Como era verdadeiramente livre teve a coragem e a capacidade de estudar o corpo humano. Através de disseções minuciosas e demoradas – recordemos que não havia na época forma de conservar os cadáveres – Leonardo foi precursor no estudo científico da anatomia, base para a evolução da medicina. É de salientar a sua capacidade didática de representar, por camadas, os músculos e as articulações. O seu estudo não ficou por aqui e incluiu, por exemplo, o sistema vascular, reprodutor, nervoso central e periférico. Estudou também o corpo vivo em ação ligando a morfologia à fisiologia.

Com o seu célebre “o Homem de Vitrúvio”, sintetizou arte, geometria e ciência numa imagem icónica.

No entanto, o seu estudo da anatomia não teve, no seu tempo, o impacto que se poderia pensar. É que, como descreve o biógrafo Walter Isaacson, Leonardo não teve a preocupação de difundir estes desenhos. Assim, foi a obra “De humani corporis fabrica” de Andreas Vesalius, publicada 24 anos após a sua morte, que contribuiu para a fundação da medicina moderna.

Ainda assim, nada diminui o talento de Leonardo da Vinci, o pintor, o mestre, o engenheiro, o cientista.


Este texto é publicado n‘o largo. no âmbito do projeto “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa. 

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