Jornalistas da Sputnik em Portugal não receberam salários

Bancos bloquearam verbas dos profissionais sem razão aparente.
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Os colaboradores da agência russa de notícias Sputnik em Portugal não recebem os seus salários desde fevereiro. A denúncia partiu do Sindicato dos Jornalistas (SJ), que garante que a situação ocorreu antes da aplicação de algumas sanções económicas à Rússia.

Numa comunicação no seu site, o SJ afirma que tiveram conhecimento depois daquele organismo ter sido “abordado” pelos profissionais, “alertando para a situação em que se encontram na sequência da invasão militar russa da Ucrânia”.

SJ apela a desbloqueio da situação

A situação explica-se de forma simples: os jornalistas viram os seus bancos congelarem os salários. A transferência foi feita pela Sputnik a partir da Rússia antes da aplicação de sanções: “Esta situação ocorreu antes do Estado português, como membro da União Europeia, ter decidido aplicar sanções à Rússia, nomeadamente a retirada daquele país do sistema Swift”, frisa o SJ. Logo, os profissionais não encontram uma razão clara para aquele bloqueio.

O Sindicato não indica quantos profissionais foram afetados por esta situação, mas sempre vai adiantando que “apenas um banco em Portugal não reteve as referidas verbas para os salários dos jornalistas”.

Reforçando que “a liberdade de imprensa deve ser salvaguardada, mesmo em cenários de guerra, de modo que se preserve o pluralismo dos meios de comunicação social, pilares de uma democracia”, o SJ apela a que os bancos “libertem os salários destes trabalhadores” para que “os mesmos possam viver de forma digna”.

A agência de notícias e rádio Sputnik é, tal como a estação de televisão RT, um meio de comunicação social detido e financiado diretamente pelo estado russo através da agência Rossi Segodnya. É um órgão multilingue, presente em diversos países com edições locais e delegações. Apesar de manter uma delegação em Portugal, a edição em português é dedicada ao mercado brasileiro.

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