Concurso “SoftArt” já tem vencedora

Estudantes universitários eram convidados a criar arte através de uma aplicação
Divulgação
Este artigo foi publicado há, pelo menos, 2 anos, pelo que o seu conteúdo pode estar desatualizado.

Amanda Triano é a vencedora do concurso “SoftArt” promovido pelo atelier matosinhense Pendão&Prior, informou o atelier à imprensa.

O concurso tinha como objetivo a criação de uma série de imagens a partir da app “SoftArt”, uma aplicação desenvolvida pelo atelier para iOS durante o tempo de pandemia. O tempo de isolamento “aguçou” a “vontade de continuar a criar projetos de génese colaborativa e multidisciplinar, levando o Atelier Pendão&Prior a desenvolver um conceito de criação artística “à distância” que pudesse estimular jovens artistas a encontrar novas formas de expressão artística”, descreve o atelier em comunicado.

O trabalho de Triano foi selecionado entre várias propostas surgidas de um concurso aberto a “jovens artistas visuais a frequentar cursos de ensino superior em Portugal”. Destes, o júri acabou por selecionar quatro propostas: para além da de Triano, também foram selecionadas as propostas de Margarida Bolsa, João Pereira e Gabriel Siams.

Com o título “#DOYOULOVEME?”, o trabalho da madrilena de 26 anos assume-se como uma forma “de entrar na esfera artística portuguesa, uma vez que minha chegada ao país é muito recente”. A frequentar o mestrado em Arte e Multimédia da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Amanda Triano afirma que a motivação para participar foi a possibilidade de “fazer um trabalho artístico através de uma app. Foi a primeira vez que vi uma proposta deste tipo”, sublinha. Triano descreve o trabalho como sendo um “prolongar” de um “objetivo estético” que buscava há algum tempo e o conteúdo de “#DOYOULOVEME?” “opera sobre a instabilidade da imagem digital e a sua interferência nas dimensões humana, sexual e de género”.

O júri avaliou os trabalhos a concurso tendo em conta a “originalidade do projeto”, a “presença de uma forte componente gráfica ou simbólica”, a “qualidade da relação entre as diferentes imagens que constituem o corpo do trabalho submetido a concurso” e a “coerência na formulação e fundamentação do projeto”. O designer e diretor artístico do atelier Fernando Pendão, o fotografo João Tuna, a curadora de arte Susana Rodrigues e o programador cultural José Luís Ferreira foram os jurados.

Além de Triana, que recebeu um prémio de 600 euros, os artistas Margarida Bolsa e João Pereira foram os vencedores do segundo e terceiro lugares, respetivamente (400€ e 200€). Já Gabriel Siams, recebeu uma menção honrosa.

Todos os trabalhos estão expostos numa plataforma digital no site do projeto.

Total
0
Partilhas
Artigo anterior

Já há trailer para a terceira temporada de "The Boys"

Artigo seguinte

TVCine Top estreia "Um Lugar"

Há muito mais para ler...