Grupo IMPRESA alvo de ataque informático

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Impresa foi alvo de um ataque informático, colocando fora do ar a quase totalidade dos sites detidos por aquele grupo de media. O ataque aconteceu este domingo. 

A situação afeta os sites dos canais SIC, mas também a plataforma de streaming opto e os sites do semanário Expresso e da revista Blitz. De todas as marcas do grupo, apenas os sites da empresa de conteúdos geográficos InfoPortugal e da plataforma de informação automóvel VolanteSIC se mantêm online, ainda que com algumas limitações.

À data de publicação deste artigo, apenas o site da comunidade de fotografia “Olhares” se mantém com uma mensagem identificada como sendo da autoria do grupo “Lapsus”. Na mensagem, era possível ler-se que o grupo pedia um resgate e, se “o valor necessário não for pago”, os supostos dados em poder do grupo “serão vazados”. “Estamos com acesso nos paineis de cloud (AWS), entre outros tipos de dispositivo”, pode ler-se na mensagem que era comum a todos os sites do grupo de media. Os principais sites do grupo já têm uma mensagem de manutenção. 

Através das redes sociais, num curto comunicado, a empresa confirmou que os sites estão em baixo, tendo sido “aparentemente alvo de um ataque informático, e que estão a ser desencadeadas ações no sentido de resolver a situação”. Não foi dado nenhum prazo para a resolução do problema. Até ao momento, desconhece-se o alcance deste ataque, não se sabendo se o grupo de hackers terá acedido a dados pessoais ou a email’s. 

As contas de Twitter da SIC e do Expresso também foram sequestradas, tendo sido partilhado um link para o canal de Telegram do grupo Lapsus e com a mensagem “Lapsus$ é oficialmente o novo presidente de Portugal”, bem como a alteração de algumas informações de perfil como o site ou a descrição. 

O grupo Lapsus é já conhecido por outros ataques similares, principalmente no Brasil. O jornal brasileiro O Povo nota que o grupo foi o responsável por um ataque informático ao ministério da Saúde brasileiro em dezembro de 2021, indisponibilizando a plataforma de emissão de certificados de vacinação contra da COVID-19. O grupo de hackers também diz ter sido o autor de um ataque à operadora brasileira Claro, com vários serviços da empresa indisponíveis entre 27 e 29 de dezembro. A operadora nega o ataque, justificando os problemas com uma “instabilidade sistémica”, mas as capturas de ecrã divulgadas pelo grupo, que alega ter tido acesso a dez mil terabytes de dados, já foram confirmadas como sendo verdadeiras por funcionários. 

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