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DN sem condições para voltar a ser diário

Aviso é do Conselho de Redação do jornal do “Global Media Group”

Isabel Cruz/FCSH+Lisboa/Direitos Reservados
Isabel Cruz/FCSH+Lisboa/Direitos Reservados
Este conteúdo tem 7 meses e poderá estar desatualizado.

“Não estão, neste momento, reunidas as condições necessárias”! A frase é de um comunicado interno do Conselho de Redação do Diário de Notícias (DN), tornada pública esta segunda-feira numa notícia da Agência Lusa e replicada um pouco por toda a imprensa. 

A tomada de posição e alerta surge da intenção do Global Media Group em fazer regressar o DN às bancas em modo diário já a partir de 29 de dezembro. Os “membros do Conselho de Redação (CR) do DN não abrangidos pelo processo de despedimento coletivo em curso” sublinham que “a redação do DN foi brutalmente afetada pelo processo de despedimento coletivo em curso no Global Media Group, tendo ficado muito diminuída nos seus recursos e capacidade, numa altura em que já se debatia com o grande sangramento de recursos verificado ao longo dos últimos anos. (…) A atual estrutura e dinâmica da redação asseguram com dificuldade uma edição digital diária de nove textos, onde se incluem já alguns do Dinheiro Vivo, além da edição semanal impressa e dos conteúdos que alimentam o site — que foi, ao longo dos últimos tempos, o produto onde o DN registou maior crescimento e se posicionou melhor face à concorrência, apesar da enorme diferença de meios para outros títulos, pelo que não deve ser agora descurado”, acrescenta o mesmo comunicado.

A estrutura da redação é a mesma e não se conhece o plano que sustentará esse regresso às edições diárias. 

O CR diz que “todos queremos relançar o Diário de Notícias como um título relevante da imprensa portuguesa” mas pede “sentido de responsabilidade” para que não haja “risco de dar um tiro em falso que comprometa mais o seu presente e futuro”: “A estrutura da redação é a mesma e não se conhece o plano que sustentará esse regresso às edições diárias”, avisa o CR, acrescentando ser “fundamental” que este passo de regresso à versão imprensa “seja dado com com todas as condições que permitam ao DN corresponder às expetativas do mercado e honrar a sua história”.

Atualmente, há falhas graves na redação e que podem pôr em causa este regresso ao papel: “As lacunas evidentes continuam a existir em áreas vitais para uma boa presença diária do jornal em banca, como sejam a justiça, a educação, a cultura ou mesmo anunciadas áreas de aposta reforçada, como o serão a política (atualmente apenas com dois jornalistas a tempo inteiro, numa clara desproporção face à concorrência) e o ambicionado jornalismo de proximidade focado na Área Metropolitana de Lisboa (para o qual a redação tem apenas uma jornalista direcionada, a qual se divide ainda com a política)”. 

Recorde-se que o DN deixou de ser publicado em papel em 01 de julho de 2018. No início de novembro, o CR chamava a atenção que o DN contava apenas com vinte jornalistas: “É urgente dotar a redação de meios (humanos e tecnológicos) que permitam fazer face aos desafios exigentes do mercado e garantir um produto viável e de qualidade”, alertava na altura. 

Publicado por

29 anos. Barcelense. Fundador, diretor e redator d'o largo.

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