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o largo.

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13.12.18

Rádio Alfa aposta na emissão em DAB


Bruno Micael Fernandes

Rádio Alfa

A Rádio Alfa apostou na expansão da cobertura da sua emissão, podendo ser ouvida em várias cidades e regiões francesas através do sistema DAB, anunciou a estação em comunicado. 

A estação, a emitir em português a partir de Paris, já pode ser ouvida em Estrasburgo, Lyon e Lille, mantendo a frequência 98.6 em FM e as emissões online a partir do seu site. "A Alfa é uma das dezenas de empresas radiofónicas que está, desde o início, presente no novo modo de difusão em França", indica a rádio.

A Rádio Alfa é a única rádio portuguesa na região parisiense, tendo comemorado, em 2017, 30 anos de emissões. Emite 24 horas por dia praticamente em português. Todas as semanas, mais de 450 mil ouvintes escutam a Alfa.

O DAB (Digital Audio Broadcast) permite a transmissão de mais canais de rádio na mesma largura de banda, para além de uma melhor qualidade de audio. Em Portugal, a experiência deste tipo de sintonia começou em 1998 e acabou em 2011, sendo que todos os canais públicos de rádio (à exceção das webrádios) e a Rádio Renascença emitiam neste formato. O sistema foi desligado devido aos custos de manutenção e à pouca audiência neste sistema. 

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13.12.18

É dia de dar o Pito em Vila Real


helena margarida

Casa Lapão

Em Vila Real, no dia de Santa Luzia, 13 de dezembro, é também o dia do "Pito".

Manda a tradição que as raparigas solteiras ofereçam o "Pito", um doce conventual, aos rapazes solteiros para que estes, em fevereiro, no dia de S. Brás, retribuam com a "Gancha", um rebuçado em forma de bengala.

O nome do doce ninguém sabe de onde vem, mas a malícia popular tratou de lhe dar uma conotação “picante” e “brejeira” que tem mantido a tradição bem viva até aos dias de hoje.

Em Vila Nova, freguesia de Vila Real, a Santa Luzia espera pelos romeiros para cumprirem as suas promessas à protetora dos olhos. Na Praça do Município, a festa faz-se com a venda e mostra do "pito" pelas pastelarias da cidade.

Foi no Convento de Santa Clara que a “trouxa” recheada com abóbora se moldou nas mãos de uma noviça vilarealense, corria o ano de 1602, segundo reza a história. Maria Ermelinda Correia de seu nome, provinha de famílias humildes. Ingressou no convento como criada, tomou o hábito de noviça e posteriormente tornou-se irmã Imaculada de Jesus.

Ao longo dos tempos vão surgindo várias versões de uma mesma história, mas, lá diz o ditado: “quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto”.

Do “pito” conta-se que contraria a tradição de todos os doces conventuais, por ser feito de uma massa “churra”, como se diz na Bila, que depois é recheada com doce de abóbora e canela. A forma grosseira a fazer lembrar uma “trouxa” …. explica-se mais à frente.

Acredita-se que o “Pito” se transformou num marco do dia 13 de dezembro pelo facto da freira ser devota de Santa Luzia, protetora dos cegos e padroeira das maleitas da vista.

E vem daí a explicação para a forma do doce.

A freira tinha por costume ajudar pessoas doentes, fazendo curativos, nomeadamente a inchaços nos olhos com “pachos de linhaça”. Que é como quem diz, colocar uma papa nuns quadrados de pano, dobrando as pontas para o centro e colocando-os nos ferimentos à semelhança de pensos.

Foram estes “pachos” ou “trouxas” que inspiraram os Pitos da “gulosa” Maria Ermelinda. Certa manhã, na cozinha, fez uma massa com farinha, cortando-a em pequenos quadrados e recheando-os com compota de abóbora e canela. Dobrou as pontas para o centro e levou ao forno. Depois de cozidos rumou à sua cela, mas… pelo caminho cruzou-se com a Madre Superiora que lhe perguntou o que ela levava. Prontamente respondeu: “pachos de linhaça para os meus doentes”.

Há muito que o Pito deixou de ser exclusivo do dia 13 de dezembro. Agora confeciona-se todo o ano mantendo, contudo, o processo artesanal. Naturalmente as vendas aumentam por ocasião da festa de Santa Luzia, com as raparigas a oferecerem o Pito aos rapazes cumprindo e mantendo a tradição.

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