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o largo.

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04.06.18

Teatro Stephens com agenda cultural de junho recheada de Música, poesia e teatro


helena margarida

Direitos Reservados

A Casa da Cultura Teatro Stephens, na Marinha Grande, recebe várias iniciativas durante o mês de junho. O espetáculo de música e poesia “Flor de Lácio”, o teatro infantil “Caminho Marítimo para a Desgraça” e o concerto de “Duo Campos” são alguns dos exemplos. No dia 9 de junho, véspera do Dia de Portugal, a "Flor do Lácio" assinala e celebra a receção da língua portuguesa como especiaria não declarada nos manifestos da carga transportada no bojo das caravelas e dos navios negreiros. Canções bem conhecidas do público convivem com textos e poemas que as inspiraram, e alguns poemas, porventura menos conhecidos, inspiraram novas canções. O título remete para o poema do poeta brasileiro Olavo Bilac, “Soneto para a Língua Portuguesa”, à qual ele chama “última flor do Lácio”, uma língua aí metaforicamente descrita como sendo a última flor a brotar da árvore da raiz latina. A lista de autores inclui Caetano Veloso, Camões, Bernardo Soares, Oswald de Andrade, João Melo, Luandino Vieira, José Craveirinha, Chico Buarque, Ruy Guerra, Fernando Pessoa, Agostinho Neto, Murilo Mendes, Casimiro de Abreu, José Paulo Paes, Natália Correia, Olavo Bilac, Jorge Vera-Cruz Barbosa, Vasco Graça-Moura, Joaquim Nabuco, Jorge de Lima e António de Castro Alves.

Divulgação

O "Caminho Marítimo para a Desgraça" faz-se a 16 de junho pelas 16h00. Teatro infantil que recua ao dia 7 de julho de 1497, quando Lisboa estava nos preparativos para a saída das naus de Vasco da Gama rumo à Índia: enfeitavam-se as ruas, ensaiavam-se cantos, assava-se o porco e, como culminar do festejo, enforcavam-se dois bandidos. Imperava um clima de esperança e alegria, mas havia algo que unia aquele lindo porco que já rodava no espeto e aqueles dois tristes bandalhos: ambos iam morrer inocentemente para que a festa pudesse prosseguir. No entanto, a vida reservou-lhes uma última tentativa, quando o dedo grande do pé já mal chegava a tocar no estrado, chegou-lhes a boa nova de que poderiam ser homens livres se embarcassem com a frota do Vasco da Gama até à Índia e voltassem. É disto que o “Caminho Marítimo Para a Desgraça” fala - daqueles que através do seu infortúnio construíram os grandes feitos dos quais ainda hoje nos podemos orgulhar.

Direitos Reservados

A música de Duo Campos - Luciano apresenta-se dia 22 de junho, às 21h30. O trabalho de Luca Luciano tem sido descrito como “romântico, emotivo e tecnicamente soberbo”. Com um repertório que abrange mais de dois séculos de música ocidental, Luca é considerado um dos músicos mais versáteis de sua geração. Luciano apresenta novos trabalhos (ou suas composições ou músicas especialmente escritas / arranjadas para ele) e raramente tocava em alguns dos locais mais estabelecidos do Reino Unido, Europa e América. Ele é principalmente ativo como artista solo apresentando projetos originais através de concertos e recitais. A sua experiência inclui performances de TV e rádio, master-classes, cinco álbuns a solo, com orquestra e música de câmara. José Henrique de Campos é mestre em música pela Universidade de São Paulo. Foi convidado para diversos festivais, seminários e simpósios de violão no Brasil e no exterior, como o 24º Festival de Brasília, o 34º Festival de Inverno de Campos do Jordão e o 1º Intercâmbio Brasil-França. Lançou dois álbuns aclamados pela crítica e tem levado a sua música regularmente pelo Brasil, América Latina e Europa. Nos últimos três anos a dupla tem-se dedicado a concertos tocando no St. Martin in the Fields em Londres, Cambridge University, Festival Internacional Guitarres en Picardie França e na Dinamarca para o Projeto LMS.

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04.06.18

"Real Vinícola - Uma Reconversão" para visitar na Galaria Municipal de Matosinhos


helena margarida

Município de Matosinhos

Luís Ferreira Alves, o mais conceituado fotógrafo português de arquitetura e autor de algumas mais icónicas imagens de edifícios projetados por Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura, acompanhou todo o processo de requalificação do antigo quarteirão da Avenida Menéres em Matosinhos. Fixou a ruína que existia em 2014, fotografou os trabalhos de construção civil e regressou no final da obra para captar a luz dos espaços projetados pelo arquiteto Guilherme Machado Vaz.

O resultado deste trabalho, que partiu de uma encomenda da Câmara Municipal de Matosinhos, é uma exposição de trinta e duas fotografias, com curadoria de Guilherme Machado Vaz, e um catálogo bilingue que inclui textos do historiador Joel Cleto e dos arquitetos Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura. “Real Vinícola – Uma Reconversão” fixa para memória futura um dos maiores e mais ambiciosos projetos de requalificação urbana realizados em Portugal nos últimos anos, já nomeado para diversos prémios nacionais e internacionais. Do encanto quase selvagem da ruína inicial à obra concluída e enriquecida pelas esculturas de José Pedro Croft que representaram Portugal na última Bienal de Veneza, Luís Ferreira Alves volta a tratar a luz e a linha com o irrepreensível rigor que fizeram dele um dos nomes maiores da fotografia de arquitetura em Portugal.

A exposição "Real Vinícola - Uma Reconversão" está patente na Galeria Municipal de Matosinhos até 22 de setembro e é um testemunho do processo que permitiu transformar a ruína do mais antigo edifício industrial de Matosinhos-Sul num equipamento cultural de referência, sede da Casa da Arquitectura-Centro Português de Arquitectura e da Orquestra Jazz de Matosinhos, recentemente distinguido com o Prémio Nacional de Requalificação Urbana.

Luís Ferreira Alves é autor de inúmeros livros e exposições,tem fotografado a obra dos maiores arquitetos portugueses, publicando regularmente em revistas internacionais. Nasceu em Valadares, Vila Nova de Gaia, em 1938. No início da década de 1980 passou a dedicar-se à fotografia de arquitetura, atividade que lhe valeu, em 2013, o título de Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos.

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02.06.18

“As Pontes Ibéricas e Lusófonas” estão em Festival Literário em Freixo de Espada à Cinta


helena margarida

Divulgação

Está a decorrer até domingo, 3 de junho, em Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, o Festival Internacional de Literatura (FFIL) que este ano tem como tema "As Pontes Ibéricas e Lusófonas". Um evento que pretende ser “um caminho de promoção da vila transmontana na afirmação de um território de conhecimento, cultura e saber” exlicou a presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, Maria do Céu Quintas. Ao mesmo tempo promove-se a obra de Guerra Junqueiro, “cujo legado de pensamento permanece, em muitos aspetos cirúrgicos, na análise que possamos fazer a acontecimentos contemporâneos", reforçou a autarca.

Os promotores do Festival consideram que a iniciativa literária confere um caráter transfronteiriço e transoceânico da Lusofonia, através das relações que Guerra Junqueiro mantinha com o filósofo espanhol Miguel de Unamuno e por ser, ainda nos dias de hoje, o poeta português mais lido no Brasil. “Razões de sobra” no entender de Maria do Céu Quintas, para que notáveis oriundos de Espanha e Brasil “não queiram faltar à chamada”. Até porque o Festival “é o momento certo para anunciar a criação do Prémio Guerra Junqueiro, no Brasil, com a presença de Renato Fernandes, secretário da Cultura de Juazeiro do Norte, Ceará", destacou a autarca.

O ponto alto do FFIL será o anúncio e atribuição do Prémio Literário Guerra Junqueiro ao poeta Nuno Júdice que “representa, tal como Guerra Junqueiro, a escrita do desassossego, mas, ao mesmo tempo, uma escrita humanista, de sentimento. Nuno Júdice associa-se a uma intelectualidade sóbria que importa escutar e aprender com ela", disse Maria do Céu Quintas.

No festival vão participar mais de centena e meia de crianças portuguesas e espanholas que prometem "invadir" esta vila transfronteiriça para fazer parte desta iniciativa, que começou no dia 01 de junho, dia Mundial da Criança com o lançamento do livro “Beatriz e o Peixe Palhaço”, de Moncho Rodriguez e a apresentação do livro de Rita Taborda Duarte “Animais e Animenos”.

Hoje, José Lello irá proceder ao lançamento do livro "FFIL 2017", sobre a edição do ano passado, e consta ainda do programa a conferência sobre a vida e obra de Guerra Junqueiro, que vai contar com os convidados Ronaldo Correia de Brito, André Moshe Veríssimo e Angel Marcos de Dios.

Enriquecido com arte pública e artes performativas, o FFIL ainda oferece a opereta popular "O Melro", que está a cargo do encenador Moncho Rodriguez e que será apresentada no centro histórico, da chamada "vila mais manuelina de Portugal".

Dentro das atividades lúdicas e culturais, as leituras de poemas de Guerra Junqueiro serão feitas "num cenário paradisíaco", a bordo de um barco entre as arribas do Douro Internacional e que encerram, no dia 03 de junho, a segunda edição do FFIL.

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02.06.18

Milhões de Festa: Onde estás tu?


Bruno Micael Fernandes

Facebook Milhões de Festa/Direitos Reservados

 

"Então? Há "Milhões" este ano?"

A pergunta repete-se mas as respostas não existem.

Desde 2010 que Barcelos é a "casa" do festival Milhões de Festa, promovido pela Lovers & Lollypops e que tenta agregar "uma grande variedade de linguagens artísticas. O festival pretende, assim, motivar a dinamização local e reclamar uma atenção internacional para os projetos nacionais", refere a promotora. 

No entanto,o que parecia ser uma sinergia perfeita entre a cidade de Barcelos e um festival com alcance internacional parece dar sinais de estar a chegar ao fim. 

O endereço do site (milhoesdefesta.com) não foi renovado e está offline, não há bilhetes à venda nem cartaz anunciado, as perguntas no Facebook sucedem-se... Por Barcelos, já circulam teorias e uma delas parece ganhar força: a câmara municipal pode não ter renovado o protocolo que asseguraria o festival. 

Fazendo uma pesquisa pelo Boletim Municipal de Barcelos, reparamos que, na edição eletrónica de 05 de agosto de 2017, vem publicada a ata da sessão ordinária de 28 de julho do ano passado. O ponto 28.º dessa reunião foi, justamente, a "ratificação" de um "Acordo de Colaboração entre o Município de Barcelos e Lovers & Lollypops, Unipessoal, Lda." para "a realização de um evento Festival «Milhões de Festa – Barcelos» que decorreu nos dias 20 a 24 de Julho de 2017" e o presidente da câmara, Miguel Costa Gomes pedia a ratificação de um "despacho datado de 10 de Julho de 2017, que autorizou a outorga do Acordo de Colaboração entre o Município de Barcelos e Lovers & Lollypops tendo em vista a realização do Festival «Milhões de Festa – Barcelos»". O despacho foi aprovado por unanimidade. Este documento não está disponível no site do município mas, pelo teor da ata, este "acordo de colaboração" referia-se apenas à edição do ano passado. 

Desde aí, não existe mais nenhuma referência ao festival ou à promotora quer no Boletim Municipal, quer no site do município.  

O acordo, recorde-se, previa a realização do festival por terras barcelenses até ao ano passado. Em entrevista ao site Vice, Joaquim Durrães, da promotora Lovers & Lollypops, dizia, em 2014, que as relações com o município eram "ótimas". "Há vontade dos dois lados de continuar com a parceria", dizia. 

A confirmar-se esta tese, este não é o primeiro evento cultural que a câmara de Barcelos deixa de apoiar ou realizar. O ciclo cultural "Subscuta", organizado pela empresa Opções e pelo município terminou em 2011 depois da autarquia rescindir unilateralmente o contrato. Em causa, estaria a falta de dinheiro, sendo que o projeto custou, no último ano, apenas 75 mil aos cofres públicos. O Festival NAA - Novas Artes Associadas, organizado pela associação Esfera Negra, também foi uma das "vítimas" depois de uma instalação artística ter sido proibida pela Câmara. A justificação dada foi que a exposição "não se adequa ao espaço público e à quadra natalícia que estamos a viver". Em rota de colisão, o festival torna a forma de "nómada" e começa a ser organizado noutros concelhos. 

O Largo contactou a Lovers & Lollypops, através do email de imprensa do festival, no passado dia 02 de maio, perguntando se este ano haveria ou não festival, se o mesmo se mantinha em Barcelos e, caso a resposta fosse negativa, quais os motivos para a sua realização. Até ao momento, não obtivemos qualquer resposta.

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