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Racismo: Prémio Laura Ingalls foi desbatizado

Este conteúdo tem 3 anos e poderá estar desatualizado.

 

A imprensa internacional diz que “o politicamente correto atacou novamente”. O Prémio Literário Laura Ingalls Wilder foi desbatizado devido ao facto de se considerar que a obra da escritora norte-americana ser racista. 

A autora faz parte da cultura norte-americana e escreveu Uma Casa Na Pradaria, que deu origem à série da NBC com 205 episódios, emitida em Portugal durante a década de 80 na RTP. 

Segundo o The Gardian, a Associação de Bibliotecas Infantis [ABI] (tradução livre de Association for Library Service to Children) votou, no passado sábado em Nova Orleães, por maioria absoluta, a alteração do nome do prémio. A votação foi de doze votos a favor e nenhum contra. O galardão agora chama-se “Prémio do Legado da Literatura Infantil”. 

Citada pelo Le Figaro, a organização diz que “as obras de Wilder são objeto de estudos e de análises literárias que frequentemente destacam os sentimentos anti-ameríndios e anti-negros”. 

Já em 2017, a Associação Americana de Bibliotecas [AAB] (American Library Association) havia proposto a alteração do nome do galardão devido ao facto de sentir que os valores de diversidade e inclusão não eram consistentes com um “legado complexo” da escritora. A associação referia que os livros de Uma Casa Na Pradaria refletem “sentimentos racistas e anti-nativos e que não são universalmente aceites”. O The Gardian apresenta alguns exemplos deste racismo incluído nos livros de Wilder: a frase “O único índio bom é um índio morto” surge três vezes ao longo de Uma Casa Na Pradaria e, no livro Nas Margens de Plum Creek, a personagem Mary diz a Laura: “Tu vais ficar parda como uma índia. O que é que as raparigas da cidade vão pensar de nós?”. 

Num questionário dirigido aos bibliotecários, cerca de 300 membros da AAB referiram que o nome do prémio deveria ser mudado, devido ao “impacto negativo que os livros de Wilder tinham nos leitores” e o “racismo” presente nas obras. Por seu turno, cerca de 150 membros não concordavam com a mudança. Estes achavam que a alteração seria “censura” e uma cedência à “pressão do politicamente correto”, sendo que não se pode julgar as pessoas do passado a partir dos padrões da atualidade. 

Numa declaração conjunta, Jim Neal, presidente da AAB, e Nina Lindsay, presidente da ABI, dizem que Uma Casa Na Pradaria “tem um lugar significativo na história da literatura infantil”. Parecendo concordar com os 150 membros da AAB, os responsáveis sempre vão dizendo que os livros são “um produto das experiências de vida [de Wilder] e a perspetiva como colono na América de 1800”. Neal e Lindsay defendem que a mudança do nome do prémio não pode ser visto como uma tentativa de censura dos livros de Wilder mas sim como “um esforço em alinhar o título do galardão com os valores base da ABI”.

A alteração dos nomes de prémios pode não ficar por aqui, estando a AAB a estudar outras mudanças. 

Laura Ingalls Wilder foi uma escritora nascida em 1867, tendo falecido em 1957. Uma Casa Na Pradaria, de oito volumes, foi publicada entre 1932 e 1943. A primeira edição do prémio agora desbatizado foi entregue pela própria Wilder em 1954. 

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