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o largo.

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04.06.18

Trio (D)ouro Branco lançado pela Real Companhia Velha


helena margarida

Divulgação

"Porca de Murça", "Evel" e "Grandjó" são os brancos de 2017 que a Real Companhia Velha acaba de colocar no mercado. Estilos bem diferentes, mas ao mesmo tempo clássicos do planalto de Alijó: o ‘Porca de Murça’, fresco, frutado e sedutor; o ‘Evel’, complexo, intenso e mineral; e o ‘Grandjó Meio Seco’, a prezar pela clássica doçura e exotismo têm em comum apenas a proveniência: a região duriense. Na elaboração contam com uvas provenientes de parcelas seleccionadas da Quinta do Casal da Granja –propriedade da Real Companhia Velha desde 1968, que possui cerca de 100 hectares, dos quais 75 são de vinha, e onde a Companhia tem o seu centro de vinificação.

O "Porca de Murça 2017" é um branco mais fresco e frutado, e por isso bastante sedutor. Um vinho de cor citrina e aromas florais muito frescos – características muito próprias das castas Moscatel e Fernão Pires – combinados com sugestões de lima e frutos brancos, derivados do Gouveio e do Viosinho. No palato, os sabores seguem a mesma linha de aromas e são complementados por uma acidez viva, proveniente da casta Arinto, tornando a prova jovem a refrescante. À mesa acompanha pratos de caril, peixes, marisco e saladas. O preço de venda ao público é de 3,89€.

O "Evel branco 2017": complexo, intenso e mineral. Um vinho limpo, brilhante e com uma intensa cor citrina. O aroma jovem e muito frutado deve-se às castas Fernão Pires e Moscatel, com notas florais, claramente associadas ao Viosinho, e de fruta branca com nuances vegetais associadas ao Rabigato. Tem uma excelente acidez crocante, proporcionando um equilíbrio perfeito e que muito contribui para um final longo e fresco. Acompanha peixes, marisco e saladas. Apresentam um preço de venda ao público de 4,89€.

O mesmo preço para o "Grandjó meio seco branco 2017": primado pela clássica doçura e pelo exotismo. Um vinho limpo, brilhante e de cor citrina. À uva Moscatel Galego juntam-se o Viosinho e o Gewürztraminer, aumentando a dimensão aromática e concedendo uma maior estrutura e acidez a este néctar. Os aromas de rosa e sugestões de fruta tropical estão muito presentes. Na boca destacam-se os sabores muito frutados e uma doçura subtil. Termina com um final refrescante graças à sua acidez viva. Óptimo para harmonizar com cozinha chinesa, pratos ricos em especiarias, saladas ou, simplesmente, para terminar a refeição.

Uma tríade de eleição em que sobressai toda a dimensão da Região do Douro. A relação qualidade/preço merece a aposta.

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04.06.18

Teatro Stephens com agenda cultural de junho recheada de Música, poesia e teatro


helena margarida

Direitos Reservados

A Casa da Cultura Teatro Stephens, na Marinha Grande, recebe várias iniciativas durante o mês de junho. O espetáculo de música e poesia “Flor de Lácio”, o teatro infantil “Caminho Marítimo para a Desgraça” e o concerto de “Duo Campos” são alguns dos exemplos. No dia 9 de junho, véspera do Dia de Portugal, a "Flor do Lácio" assinala e celebra a receção da língua portuguesa como especiaria não declarada nos manifestos da carga transportada no bojo das caravelas e dos navios negreiros. Canções bem conhecidas do público convivem com textos e poemas que as inspiraram, e alguns poemas, porventura menos conhecidos, inspiraram novas canções. O título remete para o poema do poeta brasileiro Olavo Bilac, “Soneto para a Língua Portuguesa”, à qual ele chama “última flor do Lácio”, uma língua aí metaforicamente descrita como sendo a última flor a brotar da árvore da raiz latina. A lista de autores inclui Caetano Veloso, Camões, Bernardo Soares, Oswald de Andrade, João Melo, Luandino Vieira, José Craveirinha, Chico Buarque, Ruy Guerra, Fernando Pessoa, Agostinho Neto, Murilo Mendes, Casimiro de Abreu, José Paulo Paes, Natália Correia, Olavo Bilac, Jorge Vera-Cruz Barbosa, Vasco Graça-Moura, Joaquim Nabuco, Jorge de Lima e António de Castro Alves.

Divulgação

O "Caminho Marítimo para a Desgraça" faz-se a 16 de junho pelas 16h00. Teatro infantil que recua ao dia 7 de julho de 1497, quando Lisboa estava nos preparativos para a saída das naus de Vasco da Gama rumo à Índia: enfeitavam-se as ruas, ensaiavam-se cantos, assava-se o porco e, como culminar do festejo, enforcavam-se dois bandidos. Imperava um clima de esperança e alegria, mas havia algo que unia aquele lindo porco que já rodava no espeto e aqueles dois tristes bandalhos: ambos iam morrer inocentemente para que a festa pudesse prosseguir. No entanto, a vida reservou-lhes uma última tentativa, quando o dedo grande do pé já mal chegava a tocar no estrado, chegou-lhes a boa nova de que poderiam ser homens livres se embarcassem com a frota do Vasco da Gama até à Índia e voltassem. É disto que o “Caminho Marítimo Para a Desgraça” fala - daqueles que através do seu infortúnio construíram os grandes feitos dos quais ainda hoje nos podemos orgulhar.

Direitos Reservados

A música de Duo Campos - Luciano apresenta-se dia 22 de junho, às 21h30. O trabalho de Luca Luciano tem sido descrito como “romântico, emotivo e tecnicamente soberbo”. Com um repertório que abrange mais de dois séculos de música ocidental, Luca é considerado um dos músicos mais versáteis de sua geração. Luciano apresenta novos trabalhos (ou suas composições ou músicas especialmente escritas / arranjadas para ele) e raramente tocava em alguns dos locais mais estabelecidos do Reino Unido, Europa e América. Ele é principalmente ativo como artista solo apresentando projetos originais através de concertos e recitais. A sua experiência inclui performances de TV e rádio, master-classes, cinco álbuns a solo, com orquestra e música de câmara. José Henrique de Campos é mestre em música pela Universidade de São Paulo. Foi convidado para diversos festivais, seminários e simpósios de violão no Brasil e no exterior, como o 24º Festival de Brasília, o 34º Festival de Inverno de Campos do Jordão e o 1º Intercâmbio Brasil-França. Lançou dois álbuns aclamados pela crítica e tem levado a sua música regularmente pelo Brasil, América Latina e Europa. Nos últimos três anos a dupla tem-se dedicado a concertos tocando no St. Martin in the Fields em Londres, Cambridge University, Festival Internacional Guitarres en Picardie França e na Dinamarca para o Projeto LMS.

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04.06.18

"Real Vinícola - Uma Reconversão" para visitar na Galaria Municipal de Matosinhos


helena margarida

Município de Matosinhos

Luís Ferreira Alves, o mais conceituado fotógrafo português de arquitetura e autor de algumas mais icónicas imagens de edifícios projetados por Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura, acompanhou todo o processo de requalificação do antigo quarteirão da Avenida Menéres em Matosinhos. Fixou a ruína que existia em 2014, fotografou os trabalhos de construção civil e regressou no final da obra para captar a luz dos espaços projetados pelo arquiteto Guilherme Machado Vaz.

O resultado deste trabalho, que partiu de uma encomenda da Câmara Municipal de Matosinhos, é uma exposição de trinta e duas fotografias, com curadoria de Guilherme Machado Vaz, e um catálogo bilingue que inclui textos do historiador Joel Cleto e dos arquitetos Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura. “Real Vinícola – Uma Reconversão” fixa para memória futura um dos maiores e mais ambiciosos projetos de requalificação urbana realizados em Portugal nos últimos anos, já nomeado para diversos prémios nacionais e internacionais. Do encanto quase selvagem da ruína inicial à obra concluída e enriquecida pelas esculturas de José Pedro Croft que representaram Portugal na última Bienal de Veneza, Luís Ferreira Alves volta a tratar a luz e a linha com o irrepreensível rigor que fizeram dele um dos nomes maiores da fotografia de arquitetura em Portugal.

A exposição "Real Vinícola - Uma Reconversão" está patente na Galeria Municipal de Matosinhos até 22 de setembro e é um testemunho do processo que permitiu transformar a ruína do mais antigo edifício industrial de Matosinhos-Sul num equipamento cultural de referência, sede da Casa da Arquitectura-Centro Português de Arquitectura e da Orquestra Jazz de Matosinhos, recentemente distinguido com o Prémio Nacional de Requalificação Urbana.

Luís Ferreira Alves é autor de inúmeros livros e exposições,tem fotografado a obra dos maiores arquitetos portugueses, publicando regularmente em revistas internacionais. Nasceu em Valadares, Vila Nova de Gaia, em 1938. No início da década de 1980 passou a dedicar-se à fotografia de arquitetura, atividade que lhe valeu, em 2013, o título de Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos.

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