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o largo.

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02.06.18

“As Pontes Ibéricas e Lusófonas” estão em Festival Literário em Freixo de Espada à Cinta


helena margarida

Divulgação

Está a decorrer até domingo, 3 de junho, em Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, o Festival Internacional de Literatura (FFIL) que este ano tem como tema "As Pontes Ibéricas e Lusófonas". Um evento que pretende ser “um caminho de promoção da vila transmontana na afirmação de um território de conhecimento, cultura e saber” exlicou a presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, Maria do Céu Quintas. Ao mesmo tempo promove-se a obra de Guerra Junqueiro, “cujo legado de pensamento permanece, em muitos aspetos cirúrgicos, na análise que possamos fazer a acontecimentos contemporâneos", reforçou a autarca.

Os promotores do Festival consideram que a iniciativa literária confere um caráter transfronteiriço e transoceânico da Lusofonia, através das relações que Guerra Junqueiro mantinha com o filósofo espanhol Miguel de Unamuno e por ser, ainda nos dias de hoje, o poeta português mais lido no Brasil. “Razões de sobra” no entender de Maria do Céu Quintas, para que notáveis oriundos de Espanha e Brasil “não queiram faltar à chamada”. Até porque o Festival “é o momento certo para anunciar a criação do Prémio Guerra Junqueiro, no Brasil, com a presença de Renato Fernandes, secretário da Cultura de Juazeiro do Norte, Ceará", destacou a autarca.

O ponto alto do FFIL será o anúncio e atribuição do Prémio Literário Guerra Junqueiro ao poeta Nuno Júdice que “representa, tal como Guerra Junqueiro, a escrita do desassossego, mas, ao mesmo tempo, uma escrita humanista, de sentimento. Nuno Júdice associa-se a uma intelectualidade sóbria que importa escutar e aprender com ela", disse Maria do Céu Quintas.

No festival vão participar mais de centena e meia de crianças portuguesas e espanholas que prometem "invadir" esta vila transfronteiriça para fazer parte desta iniciativa, que começou no dia 01 de junho, dia Mundial da Criança com o lançamento do livro “Beatriz e o Peixe Palhaço”, de Moncho Rodriguez e a apresentação do livro de Rita Taborda Duarte “Animais e Animenos”.

Hoje, José Lello irá proceder ao lançamento do livro "FFIL 2017", sobre a edição do ano passado, e consta ainda do programa a conferência sobre a vida e obra de Guerra Junqueiro, que vai contar com os convidados Ronaldo Correia de Brito, André Moshe Veríssimo e Angel Marcos de Dios.

Enriquecido com arte pública e artes performativas, o FFIL ainda oferece a opereta popular "O Melro", que está a cargo do encenador Moncho Rodriguez e que será apresentada no centro histórico, da chamada "vila mais manuelina de Portugal".

Dentro das atividades lúdicas e culturais, as leituras de poemas de Guerra Junqueiro serão feitas "num cenário paradisíaco", a bordo de um barco entre as arribas do Douro Internacional e que encerram, no dia 03 de junho, a segunda edição do FFIL.

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02.06.18

Milhões de Festa: Onde estás tu?


Bruno Micael Fernandes

Facebook Milhões de Festa/Direitos Reservados

 

"Então? Há "Milhões" este ano?"

A pergunta repete-se mas as respostas não existem.

Desde 2010 que Barcelos é a "casa" do festival Milhões de Festa, promovido pela Lovers & Lollypops e que tenta agregar "uma grande variedade de linguagens artísticas. O festival pretende, assim, motivar a dinamização local e reclamar uma atenção internacional para os projetos nacionais", refere a promotora. 

No entanto,o que parecia ser uma sinergia perfeita entre a cidade de Barcelos e um festival com alcance internacional parece dar sinais de estar a chegar ao fim. 

O endereço do site (milhoesdefesta.com) não foi renovado e está offline, não há bilhetes à venda nem cartaz anunciado, as perguntas no Facebook sucedem-se... Por Barcelos, já circulam teorias e uma delas parece ganhar força: a câmara municipal pode não ter renovado o protocolo que asseguraria o festival. 

Fazendo uma pesquisa pelo Boletim Municipal de Barcelos, reparamos que, na edição eletrónica de 05 de agosto de 2017, vem publicada a ata da sessão ordinária de 28 de julho do ano passado. O ponto 28.º dessa reunião foi, justamente, a "ratificação" de um "Acordo de Colaboração entre o Município de Barcelos e Lovers & Lollypops, Unipessoal, Lda." para "a realização de um evento Festival «Milhões de Festa – Barcelos» que decorreu nos dias 20 a 24 de Julho de 2017" e o presidente da câmara, Miguel Costa Gomes pedia a ratificação de um "despacho datado de 10 de Julho de 2017, que autorizou a outorga do Acordo de Colaboração entre o Município de Barcelos e Lovers & Lollypops tendo em vista a realização do Festival «Milhões de Festa – Barcelos»". O despacho foi aprovado por unanimidade. Este documento não está disponível no site do município mas, pelo teor da ata, este "acordo de colaboração" referia-se apenas à edição do ano passado. 

Desde aí, não existe mais nenhuma referência ao festival ou à promotora quer no Boletim Municipal, quer no site do município.  

O acordo, recorde-se, previa a realização do festival por terras barcelenses até ao ano passado. Em entrevista ao site Vice, Joaquim Durrães, da promotora Lovers & Lollypops, dizia, em 2014, que as relações com o município eram "ótimas". "Há vontade dos dois lados de continuar com a parceria", dizia. 

A confirmar-se esta tese, este não é o primeiro evento cultural que a câmara de Barcelos deixa de apoiar ou realizar. O ciclo cultural "Subscuta", organizado pela empresa Opções e pelo município terminou em 2011 depois da autarquia rescindir unilateralmente o contrato. Em causa, estaria a falta de dinheiro, sendo que o projeto custou, no último ano, apenas 75 mil aos cofres públicos. O Festival NAA - Novas Artes Associadas, organizado pela associação Esfera Negra, também foi uma das "vítimas" depois de uma instalação artística ter sido proibida pela Câmara. A justificação dada foi que a exposição "não se adequa ao espaço público e à quadra natalícia que estamos a viver". Em rota de colisão, o festival torna a forma de "nómada" e começa a ser organizado noutros concelhos. 

O Largo contactou a Lovers & Lollypops, através do email de imprensa do festival, no passado dia 02 de maio, perguntando se este ano haveria ou não festival, se o mesmo se mantinha em Barcelos e, caso a resposta fosse negativa, quais os motivos para a sua realização. Até ao momento, não obtivemos qualquer resposta.

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