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03.05.18

“Contos Tradicionais e Contos de Fadas” de Paula Rego na Casa das Histórias


helena margarida

Divulgação

A exposição de obras inéditas em desenho e pintura da artista Paula Rego será inaugurada na terça-feira, 8 de maio, às 18:30, na Casa das Histórias, em Cascais.

“Contos Tradicionais e Contos de Fadas” irá distribuir-se por oito salas do museu, onde ficará patente até 30 de setembro, no âmbito da programação do Bairro dos Museus de Cascais. Em destaque alguns trabalhos inéditos, como uma pintura que a artista criou há menos de um ano, inspirada na obra literária da Condessa de Ségur.

A mostra "inclui desde várias séries de obras concebidas desde os anos 1960, estas de carácter mais mitológico, até uma obra de 2017, nunca exposta, todas elas inspiradas no universo dos contos", revela a curadora, Catarina Alfaro.

Os contos tradicionais e os contos de fadas são inspiração para Paula Rego desde 1974, ano em que começou a sua pesquisa sobre o universo literário dos contos populares portugueses.

Através desta exposição, a artista apresenta a sua versão dos contos de autores como os Irmãos Grimm ou Hans Christian Andersen, entre outros.

A exposição "Paula Rego: Contos Tradicionais e Contos de Fadas" reúne obras de museus nacionais e internacionais, e das coleções da pintora, da família da artista e de particulares.

A organização da exposição está a cargo da Câmara Municipal de Cascais e da Fundação D. Luís I.

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03.05.18

Tony Carreira já não vai a julgamento


helena margarida

Direitos Reservados

A Companhia Nacional de Música (CNM) numa declaração escrita enviada hoje à agência Lusa anunciou que não vai recorrer da decisão do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, que afastou a editora discográfica do processo em que Tony Carreira é acusado de plágio.

Esta aberta a porta à concretização do acordo assumido em novembro de 2017, proposto pela juíza do TIC e aceite pelo Ministério Público (MP) e arguidos, evitando dessa forma que Tony Carreira e o compositor Ricardo Landum, também arguido no processo, sigam para julgamento.

O acordo prevê a suspensão provisória do processo durante quatro meses, na condição de, no prazo de 60 dias, Tony Carreira entregar 10.000 euros à Câmara da Pampilhosa da Serra, para apoio aos danos causados pelos incêndios, e mais 10.000 euros à Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande.

O compositor Ricardo Landum terá de pagar, nos 60 dias, 2.000 euros a uma instituição particular de solidariedade social à sua escolha.

“Os óbvios indícios de repetidos plágios, a expressa e reiterada confissão pública e publicada do Sr. Carreira desses mesmos plágios, não convencem o tribunal a submeter os indícios de crime a julgamento e a produzir decisão capaz de constituir referência e orientação sobre os crimes de usurpação/contrafação, por um lado, e a proteção dos direitos de autor, por outro”, lamenta Nuno Rodrigues, na declaração enviada hoje à Lusa.

O editor discográfico recorda que o tribunal (juíza e Ministério Público) já tinham acordado – em novembro – a suspensão provisória do processo, o que só não se concretizou porque a CNM, enquanto assistente, na resposta escrita enviada ao tribunal recuou e recusou o acordo, que havia assumido verbalmente aquando da audiência realizada a 27 de novembro de 2017.

“A CNM já fez o que lhe competia: denunciou os factos que entendeu constituírem crime e acompanhou até onde a deixaram o processo. Apesar do que antecede, a CNM espera, ao menos, que a pública notícia deste caso possa ter algum efeito profilático quer para os que fazem do plágio modo de vida quer, e sobretudo, para aqueles a quem cumpre zelar pela propriedade intelectual e pelo respeito pelo direito de autor”, frisa o proprietário da editora.

Tony Carreira está acusado de 11 crimes de usurpação e de outros tantos de contrafação, enquanto Ricardo Landum, autor de alguns dos maiores êxitos da música ligeira portuguesa, responde por nove crimes de usurpação e por nove crimes de contrafação.

Segundo o despacho de acusação do MP, a que a Lusa teve acesso em setembro, Tony Carreira e Ricardo Landum “arrogaram-se autores de obras alheias”, após modificarem os temas originais.

“Depois de ti mais nada”, “Sonhos de menino”, “Se acordo e tu não estás eu morro”, “Adeus até um dia”, “Esta falta de ti”, “Já que te vais”, “Leva-me ao céu”, "Nas horas da dor”, “O anjo que era eu”, “Por ti” e “Porque é que vens” são as 11 canções alegadamente plagiadas, de acordo com a acusação.

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