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o largo.

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23.03.18

UPorto: Estudantes de Belas Artes denunciam falta de condições na faculdade


Bruno Micael Fernandes

AEFBAUP/Direitos Reservados

 

A Associação de Estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (AEFBAUP) lançou um Manifesto contra a falta de condições nas instalações da faculdade. 

O documento foi publicado na página de Facebook da associação e relata os problemas  existentes nos vários edifícios. 

Apesar dos problemas já não serem novos, a paciência esgotou-se no passado dia 14 de março. A tempestade Gisele provocou estragos dentro da faculdade com uma inundação no "Pavilhão de Escultura" e a provocar danos nos trabalhos dos estudantes nas salas de pintura. Os estudantes juntaram-se no "Pavilhão Central", levando a AEFBAUP a convocar uma Assembleia Geral extraordinária para o dia 20 de março com um único ponto: "Situação e falta de condições estruturais dos Edifícios FBAUP".  

Numa partilha no Facebook, datada de 15 de março, a associação é perentória a afirmar que "o investimento na educação em Portugal é vergonhoso e é fácil calcular que as prioridades dentro da Universidade do Porto também o são". "As melhores condições parecem apenas mover-se por interesses financeiros, e pior é esquecimento de que é a cultura que nos educa e faz mover a cidade. Podemos facilmente imaginar que cada tela hoje estragada poderia chegar a ser uma obra de arte avaliada em centenas (ou milhares) de euros, mas o problema é maior - somos uma faculdade que produz cultura e isso deveria ser tão importante como outros fatores", acrescenta a AEFBAUP. 

"O que é a Escola senão o corpo estudantil que a faz sobreviver?" - Manifesto

Após a AG, a AE lançou um manifesto na sua página de Facebook. Num documento de 5 páginas, a associação é perentória em afirmar os alunos se sentem "desvalorizados" e que "as propinas, de tão elevado valor", não estão "a servir, como foi em tempos o seu principio, para a melhoria da qualidade de ensino". 

A despreocupação da Reitoria da UP face às especificidades de faculdades no âmbito artístico e humanístico, como são a Faculdade de Belas Artes, Arquitectura e letras têm, ao longo dos tempos conduzido estes espaços à ruína do edificado, material e, sobretudo na qualidade do ensino. 

Reconhecendo que o problema das Belas Artes não é novo, os estudantes enumeram problemas de "falta de aquecimento", "canalização deficiente", "más condições do soalho", "chuvas constantes sobre os alunos e seus trabalhos" e "falta de salas para a quantidade de alunos existentes". Os alunos apontam ainda para a "falta de iluminação" no Pavilhão de Escultura ou para o "peso excessivo da maquinarias das Oficinas de Técnicas de Impressão no piso superior", a inexistência de condutas de ventilação nas Oficinas de Técnicas de Impressão e Laboratórios de Fotografia" e o "perigo iminente causado pelos fornos de Cerâmica no andar inferior" no Pavilhão de Tecnologias. Os alunos chamam a atenção para a Torre: "falta de condições e perigo de derrocada enquanto decorre o Mestrado de Design de Produto". 

A par disto, os estudantes de Belas Artes alega que há falta de pessoal: "o caso de Atelier I em Escultura que, na necessidade da divisão da sobrelotada turma em três áreas tecnológicas, uma delas fica sem apoio técnico, porque apenas existem dois técnicos naquele pavilhão". A associação refere que a presença dos técnicos é "preponderante" devido ao facto das "maquinarias são de perigo iminente". 

"Há muito que, com os cortes na área das Artes, têm vindo a reduzir a qualidade de experimentação e criatividade possível de promover dentro do espaço da FBAUP", lamenta a associação que quer, com o documento, "marcar a sua posição de desagrado". 

O Largo do Beco solicitou mais esclarecimentos à AEFBAUP e à reitoria da Universidade do Porto, sendo que esta notícia será atualizada logo que estejam disponíveis mais informações.

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23.03.18

“A Noite da Dona Luciana” em cena no Auditório Ramo Grande da Praia da Vitória


helena margarida

Divulgação

Sobe amanhã, 24 de março, ao palco do Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória, pelas 21h30, a peça de teatro “A Noite da Dona Luciana”, produzida pelo Teatro do Elétrico, com encenação de Ricardo Neves-Neves.

“Um desafio”, diz o encenador, “tendo em conta o humor particular e o desequilíbrio que caracterizam os textos de Copi”.

A peça, uma comédia baseada na obra “La Nuit de Madame Lucienne” (1985), do dramaturgo franco-argentino Copi, retrata, de forma irónica, as relações de poder entre as pessoas que trabalham nos mesmos núcleos profissionais, demonstrando o quanto essa convivência, por vezes, se pode tornar ridícula e inusitada.

A sinopse revela que “num teatro acontece um ensaio tardio, onde estão presentes o encenador, a atriz e o técnico. O ensaio é interrompido por uma velha stripper transsexual, que se envolve num confronto com a Companhia, lançando o espetador numa espiral entre a verdade e o delírio, a paixão e o humor negro”.

“Na nossa versão, a personagem do técnico é interpretada por dois atores em simultâneo, um desafio sonoro muito ligado à noção de coro grego. Esta alteração surge na sequência do género de encenações que costumo fazer, nas quais a música é um elemento fundamental”, adiantou Neves-Neves.

“A Noite da Dona Luciana”, que estreou em Lisboa há dois anos, conta com a interpretação de Custódia Gallego, José Leite, Rita Cruz, Márcia Cardoso, Rafael Gomes e Vítor Oliveira.

Amanhã, 24 de março, vai estar no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória, Açores.

“Valorizando esta arte milenar, que tem a capacidade de despertar emoções no espetador e desenvolver o espírito crítico do mesmo” assinala-se o Dia Mundial do Teatro, adiantou o vereador da cultura da autarquia praiense, Carlos Armando Costa.

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23.03.18

Festival Internacional de Poesia e Arte “Grito de Mulher” na Casa do Sal em Castro Marim


helena margarida

Divulgação

As mães como pilares da sociedade e guias de uma nova geração comprometida com uma vida sem violência é a temática da 8º edição do Festival Internacional de Poesia e Arte organizado pelo MPI (Movimento Mujeres Poetas Internacional).

“Por ti Mujer, Uniendo Fronteras”, é o mote desta ação na Casa do Sal, numa simbiose com as características culturais deste território transfronteiriço. O MPI lançou o repto a algumas mulheres do Baixo Guadiana para participarem ativamente no projeto e integrar a publicação que resultará desta edição, estando o mesmo desafio aberto a todos os interessados. Para além da declamação de poesia, o festival conta com alguns momentos musicais, nas vozes de Carla Sabino, Ângela Mascarenhas, Natalino Martins, Nádia Catarro e ainda a participação de “Música do Mundo de Mulheres” e da Associación FRONTEiRAS.

Grito de Mujer” é um festival poético-artístico, nascido na República Dominicana pela escritora Jael Uribe, que consiste numa cadeia de eventos simultâneos em vários países durante o mês de março, em homenagem à mulher e contra a violência.

Amanhã, 24 de março, pelas 10h00, estará na Casa do Sal, em Castro Marim.

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23.03.18

Obras de António-Lino em exposição no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta


helena margarida

Divulgação

O Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, Guimarães, tem patente até ao dia 23 de novembro, uma exposição sobre a vida e obra do Mestre vimaranense António-Lino.

Esta mostra contou com os contributos de José Bandeira, sobrinho de António-Lino, e proprietário da maioria das obras expostas, e com a colaboração dos colecionadores vimaranenses António Pastor, Raimundo Fernandes, António Maria Meireles, António Júlio Castro e Abel Ribeiro de Sousa.

António-Lino nasceu na freguesia de São Paio, em Guimarães, a 9 de março de 1914. Depois do curso dos liceus fez o Magistério Primário. Frequentou durante dois anos o curso de desenho da escola de Belas Artes do Porto e, em 1945, terminou o curso de pintura na mesma escola. Em 1949, partiu à descoberta do mundo e colecionou apontamentos de desenho, gravura, aguarela, óleo, das cidades em que viveu, que expôs em Portugal e no estrangeiro.

A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00. A entrada é livre.

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